
Falando em baralhar, é exatamente este que foi o enredo deste ano, da autoria do carnavalesco Nelson Soares, que foi buscar inspiração aos jogos de baralho, com a pergunta “os jogos são só do baralho?”
E vimos isso, em plena rua, que não é só do baralho. Foram todos os jogos, de futebol, dominó, temos um pouco de tudo. No desfile, as pessoas vão compreender o que vamos colocar no sambódromo.
O que estava na sinopse esteve no desfile, naquela que é ainda uma homenagem ao falecido Djim Bombeiro, um dos seus grandes dinamizadores. Celly e dona Lilly, figuras do Vindos do Oriente também foram lembradas em duas alas.
Um desfile com visual estético rico, embalado pela música de Gai Dias, mostrou um desfile, que há muito o Flores do Mindelo não tem conseguido apresentar.
Na comissão da frente os bailarinos, conseguiram fazer uma boa apresentação daquilo que viria a caminho.
O casal de mestre sala e Porta-bandeira com uma roupa rica de detalhes, conseguiram fazer uma apresentação segura e com muita alegria, para mostrar que o grupo, apesar de muitos jovens, boa parte crianças cantando em todas as alas, dando um show de harmonia durante do desfile.
O jogo não é só do baralho e a evolução destes, mas as cartas com figuras estiveram representados em quase todas as alas, que contou com uma boa evolução competente, sem sobressaltos, muito tranquila e que deixou Nelson Soares orgulhoso do seu enredo estar em popa e circunstância a ser apreciado pelo público e analisado pelos jurados.
“Um sonho realizado e tudo correu na normalidade. Tivemos um aperto, mas conseguimos responder bem e me sinto maravilhado e feliz”, explicou o carnavalesco.
Com cerca de 800 foliões distribuídos por 13 alas, com uma batucada de 95 ritmistas, diz que a expectativa é conseguir mostrar toda a sua força e ter uma classificação melhor que em 2023.