ICIEG lança em São Vicente segunda campanha de sensibilização “ Liga 132, tem kosa é ki katem manera d’eskondé”

6/03/2020 01:38 - Modificado em 6/03/2020 01:38

No âmbito do projeto Promoção das Denúncias de VBG, através de campanhas de sensibilização, o ICIEG para apelar na colaboração da população na denúncia de casos de VBG na ilha de São Vicente, uma das mais afetadas por crimes desta natureza, já tem em andamento a sua segunda campanha de sensibilização denominada “ Liga 132, tem kosa é ki katem manera d’eskondé”.

O Instituto Cabo-verdiano de Igualdade e Equidade de Género (ICIEG), avança que por base nesta nova campanha está o facto de a denúncia ser uma “ferramenta poderosa” e que romper o silêncio é um passo “fundamental” para pôr fim ao ciclo de qualquer violência.

“Com está campanha, o Instituto pretende reforçar a consciencialização de toda a sociedade sobre a igualdade de género e cultura da não-violência, chamando à responsabilidade não somente o Estado, mas também a sociedade em geral” diz a mesma fonte, acrescentando que esta campanha é financiada pelo Fundo de Apoio Canadense.

Realça-se que a Lei da VBG considera cinco tipos de violência baseada no género, sendo eles a violência física, a violência psicológica, a violência sexual, a violência patrimonial e o assédio sexual.

Desde a aprovação da Lei do VBG as iniciativas em torno a luta contra a VBG se intensificaram, quer por parte do ICIEG, quer por parte de outros serviços públicos e organizações da sociedade civil.

Os dados de IIIº IDSR mostram que entre 2005 e 2018 houve uma diminuição da proporção de mulheres vítimas de violência física em cerca de 10 pontos percentuais, passando de 21% em 2005 para 11% em 2018.

O ICIEG garante que juntamente com os parceiros continuam “incansavelmente a fomentar medidas” destinadas a prevenir e reprimir o crime de violência baseada no género. “Ainda não alcançamos o nosso objetivo: a erradicação de todas as formas de VBG, especialmente da violência vivida por mulheres e meninas” vinca.

Deste modo, a mesma reafirma que a luta não é “um problema das mulheres”, pois trata-se de uma questão, política, social, cultural e educativa, de toda a sociedade e que por isso tem de interessar a todos.

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