Acabou a polémica: O navio Chiquinho BL é novo

5/03/2020 01:06 - Modificado em 5/03/2020 01:06

O ministro da Economia Marítima acabou, no Parlamento, com o diz que diz e mal dizer que envolvia o navio Chiquinho BL sobre a sua origem . O ministro  disse que “Ninguém pode questionar se este barco é novo ou não, temos documentos a comprovar isto”.

O NN teve acesso ao certificado do navio, que publicamos, emitido pela PHOENIX REGISTER OF SHIPPING,  onde surge a data de construção  de 26 de novembro de 2019 . Como  local de construção consta  MIRAE SHIPYARD CO. LTD GOSEONG, REPÚBLICA DA COREIA DO SUL.

Mediante estas provas fica resolvida a questão da idade do Chiquinho BL. Agora pode- se questionar se o certificado é  falso ou, como defendeu o ministro, por um fraco domínio do inglês dos deputados que tiveram acesso ao certificado que prova que o navio foi construído no ano passado.

Agora o que fica por explicar é quem não tem interesse que Cabo Verde  tenha barcos novos a transportar cargas e passageiros, mas sim de barcos velhos que vão deixar de dar  milhares  de contos de lucro a quem insiste nos  barcos … velhos.  Também está por explicar que o Chiquinho BL teve a certificação para fazer  uma viagem da Península da Coreia até Cabo Verde e não tem certificação para atravessar o canal que liga São Vicente a Santo Antão .

O ministro da Economia Marítima não explicou, apenas disse que o Governo já mandou vir a Cabo Verde “uma das maiores classificadoras a nível mundial” para apoiar o Instituto Marítimo Portuário na certificação e inspeção da referida embarcação.

Por se tratar de um navio com uma “arquitetura e engenheira nova” é normal que os “armadores e os inspetores ainda não dominem este dossiê”, acrescentou.

  1. MarLajinha

    Com o registo no Panamá?
    Segundo consta o barco não é propriedade da empresa vencedora do concurso para o transporte maritimo interilhas mas sim alugado, empresa essa que ainda não tem nenhum navio em nome próprio.
    Caboverdeanos, abram os olhos que à gatos a comer às escondidas, o mesmo se aplica na área da aviação, faltando o minimo de transparência na gestão do bem público.
    Será do virús angolano?

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