PN garante que homicídio manchou operação “Carnaval em Segurança”

3/03/2020 19:44 - Modificado em 3/03/2020 19:44
Foto: Inforpress

O homicídio do jovem Fábio Santos, de 21 anos, no passado domingo, 01 de março, no “enterro do carnaval” em São Vicente, manchou a festa do Rei Momo 2020, entende o Comandante do Destacamento do Corpo de Intervenção e Unidade de Piquete, Madelino Luz.

Conforme Madelino Luz, o crime foi cometido na sequência de um desentendimento entre dois jovens e descarta conflito entre grupos rivais, no entanto avança que o suspeito, de 17 anos, será ouvido está terça-feira no Tribunal de São Vicente.

O mesmo garante que o ocorrido nada tem a ver com a luta de gangs, vincando que apenas foi um desentendimento entre os dois jovens e que acabou na agressão.

“É uma questão interessante e pertinente, mas se calhar vai ser pensada internamente e de certeza, nas próximas actividades, em função de cada caso, vamos analisar e adoptarmos as medidas que acharmos convenientes”, respondeu o comandante ao ser questionado sobre a possibilidade de se efectuar revistas durante os desfiles dos mandingas.

Entretanto, o plano operacional, que arrancou a 19 de janeiro e terminou a 02 de março, as três esquadras policiais na ilha registaram um total de 348 denúncias. Destas, 127 foram por crimes contra pessoas, 61 por ofensas à integridade física, 36 ameaças e 23 por Violência Baseada no Género (VBG).

Madelino Luz, vinca que durante este período a PN deteve 242 indivíduos. Do total, 181 foram para efeitos de identificação e 61 foram presentes ao Ministério Público por crimes diversos, nomeadamente posse de armas brancas, ofensa à integridade física, roubo a pessoa na via pública, posse de estupefacientes, brigas na via pública, desobediência a agentes de autoridade, ameaças, furtos e condução de veículos sem habilitação legal.

No que ao trânsito diz respeito, afirma que foram registados 91 acidentes de viação que resultaram em 35 feridos ligeiros sendo dois com alguma gravidade, para além de danos materiais.

Nisto, o comandante assegura que tudo decorreu dentro do planeado, lamentando no entanto o caso do homicídio. “No dia do ocorrido estávamos no local, inclusive a primeira assistência dada à vítima foi da Polícia Nacional que de seguida o conduziu ao hospital”, alude.

Com início no dia 19 de janeiro a operação contou com o envolvimento de cerca de 235 efectivos pertencentes a todas as unidades operacionais. De salientar que no dia dos desfiles do Carnaval, o trabalho foi feito em conjunto com a Polícia Militar.

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