Cruzeiros do Norte: “Segundo lugar teve sabor a campeão”

28/02/2020 01:02 - Modificado em 28/02/2020 01:02

O presidente do grupo carnavalesco Cruzeiros do Norte, Jailson Djuff, vice-campeão do carnaval 2020 e que estava a lutar pela revalidação do título, assegura que o segundo lugar teve sabor a vitória, vincando que ficou provado de que não são os ricos a vencerem sempre o carnaval, numa alfinetada ao Vindos do Oriente.

Ao NN, o presidente que já vai com muitos anos à frente deste grupo com sede em Cruz João Évora, salienta que o segundo lugar caiu como uma vitória no seio do grupo, devido a tudo o que se passou à volta do carnaval deste ano. “Obviamente que estamos felizes, e é como se fossemos campeões. Digo isto porque o Vindos do Oriente criou-nos um grande problema quando contratou o nosso artista e carnavalesco por força do seu dinheiro, mas não alcançou o seu objetivo”.

Para além deste aspeto avança que o grupo teve “muitas dificuldades financeiras”, para além de terem perdido muitos dos seus carnavalescos para o Vindos do Oriente, entre eles o artista do grupo. “Provamos que nem sempre são os ricos que vencem o carnaval” elucida. 

Satisfeito com o lugar conseguido, Djuff reitera que o carnaval é a sua “grande paixão” por isso tenta “fintar as dificuldades o máximo possível”. Aproveitou par agradecer à empresa Enapor, patrocinadora do carnaval de São Vicente, que segundo o mesmo está a tratar o carnaval da ilha de forma “condigna”.

Nisto, aproveita para pedir às empresas e instituições que mais lucram com o carnaval, para ajudarem os grupos financeiramente mais debilitados para que o carnaval suba para um patamar mais elevado daquele que já se encontra. “É uma grande injustiça, porque os grupos todos os anos fazem um esforço enorme para colocar o carnaval na rua e quem realmente ganha dinheiro com esta manifestação cultural não apoia o Carnaval de São Vicente” adianta.

Neste sentido, aponta que os grupos não podem sofrer mais para o arranjo do carnaval, avançando que a ganhar ou a perder será preciso repensar o carnaval de outra forma, porque como está neste momento, entende que não há boas condições. “Não podemos estar a preparar um carnaval dentro de um mês, mas sim com um mínimo quatro meses a trabalhar”.

Sobre o subsídio do MCIC, que chegou apenas uma semana antes do carnaval, o presidente “cruzeirista” afirma que precisa ser revisto. Mas por outro lado aponta que a edilidade mindelense, através do seu presidente Augusto Neves, tem tido uma “boa visão do carnaval” e isso tem ajudado para o seu desenvolvimento. “Mas sozinho não irá conseguir, porque tem de haver ajuda das empresas e governantes” concluiu.

  1. Dje Guebara

    Boa ideia orque seria maravilhoso.

  2. Dje Guebara

    ratificar o error “porque”

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