Vigilantes fazem balanço positivo da greve e denunciam pressões

28/02/2020 00:01 - Modificado em 28/02/2020 00:01

Os vigilantes da SONASA, SEPRICAV e SILMAC em S. Vicente terminaram esta quinta-feira os três dias de greve que levaram a cabo, fazendo um balanço positivo. No entanto denunciam casos de pressão e ameaças aos vigilantes, sobretudo sobre aqueles que estão nas empresas há menos tempo e não estão sindicalizados.

Conforme Heidi Ganeto, delegado do Sindicato da Indústria Geral, Alimentação, Construção Civil, Agricultura e Afins (SIACSA), durante a greve os vigilantes mostraram que estão unidos e com vontade de irem à luta para que as suas reivindicações sejam ouvidas. Quanto a números avança que tiveram uma adesão a rondar os 90%, e que alguns postos a ficaram sem nenhuma cobertura. No caso do Aeroporto Internacional Cesária Évora apenas três vigilantes estiveram de serviço, adiantou o sindicalista.

Este delegado sindical relembra que a classe está a reivindicar a efectivação do Preço Indicativo de Referência (PIR), que garante a implementação do Acordo Colectivo de Trabalho (ACT), assinado em 2017. O documento, publicado em 2018, refere, propõe a implementação de uma nova grelha salarial, o descongelamento das progressões e reenquadramento nas carreiras profissionais. O PIR atribui ainda um preço único por posto no sentido de evitar a concorrência desleal no sector da segurança privada. 

Para já sustenta que os vigilantes da SONASA, SEPRICAV e SILMAC em S. Vicente chegaram a acordo para a marcação de uma nova greve com início a 25 de Março. “Estamos disponíveis para negociar. No entanto, caso as partes continuem a nos ignorar vamos avançar para uma nova greve a partir do dia 25 do próximo mês” refere Ganeto.

  1. João barbosa

    E acima de tudo eles deviam se informar quanto as suas empresas cobram aos clientes pelos seus serviços de vigilancia…

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