Prémio Kakoy 2020 para sátira sobre escravatura, do grupo Jovens Unidos de Espia

27/02/2020 00:11 - Modificado em 27/02/2020 00:11

A entrega dos prémios Kakoy 2020, que já vai na sua 5ª edição, relativamente ao Carnaval espontâneo que consagra a capacidade criativa, originalidade, mensagem e reação do público no dia do Carnaval, com a criação de objetos, peças, trajes entre outros, foi efetuada esta quarta-feira, dia 26, junto ao Centro Nacional de Artesanato e Design do Mindelo.

O grupo que segundo a organização trouxe uma mensagem sobre a escravatura e os efeitos que ela teve em Cabo Verde e no mundo em geral, foi o vencedor na categoria Prémio de Grupos, arrecadando um montante de 40 mil escudos.

De acordo com o representante do grupo, David Leite, escolheram o tema como forma de homenagear todos aqueles que em Cabo Verde e não só, foram vítimas da escravatura sobretudo o símbolo existente na Cidade Velha. “Decidimos este ano trazê-lo para o carnaval, por forma a mostrar a vida dura que tiveram os nossos antepassados” realça este jovem, para quem o grupo irá continuar nesta senda de trazer novidades a cada carnaval.

Para David Leite o prémio Kakoy é muito importante, tendo estimulado os sanvicentinos a trazerem todos os anos para a Rua de Lisboa mensagens fortes e reais sobre diversos acontecimentos no mundo. Para já deixa o pedido que é preciso uma maior adesão das pessoas para participarem no carnaval espontâneo pois, no seu entender é um marco do carnaval mindelense e o que representou Kakoy e toda o seu legado.

O segundo lugar foi para Madeiralzinho e para o grupo Agência Funerária Nôs Morna. Estes segundo lugar foi premiado com 30 mil escudos. No terceiro posto ficou o grupo Dance Doll de Bela Vista com o prémio de 20 mil escudos. No quarto lugar ficou o grupo Bedje, recebendo 10 mil escudos.

No que concerne aos prémios individuais, dividiram o pódio o autor de “100% d’nôs agua ê Morna” no primeiro lugar, recebendo o prémio de 20 mil escudos. Já o segundo lugar foi para o criador de “Jame oia d’minha gora e d’bossa” com o prémio de 10 mil escudos. O terceiro lugar foi para o mentor de “Home d’Tombor” e teve direito a 5 mil escudos.

O Diretor do Centro Nacional de Artesanato e Design (CNAD), Irlando Ferreira, assegura que mais uma vez o balanço é positivo, porque a organização do Prémio Kakoy conseguiu trazer mais pessoas para “brincarem o carnaval espontâneo”. “Tivemos muitas mensagens positivas na Rua de Lisboa, porque os mindelenses são criativos. Estão reunidas todas as condições para continuarmos a homenagear Kakoy” sustenta.

Irlando Ferreira, questionado pelo NN, se pretende trabalhar com as outras entidades para que o Prémio Kakoy seja entregado juntamente com os prémios dos grupos oficiais do carnaval mindelense, assegurou que a questão está em analise e que seria uma boa opção. Porém diz que até ao momento o Prémio Kakoy tem sido uma grande valorização de todos.

O prémio KAKOY foi instituído em 2016 pelo Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas (MCIC), através do Centro Nacional de Artesanato e Design (CNAD) e visa encorajar a criatividade do Carnaval Artesanal.

Comente a notícia

Obrigatório

Publicidades
© 2012 - 2020: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.