Cabo Verde lidera entre centena de deportados dos PALOP pelos EUA

20/02/2020 12:21 - Modificado em 20/02/2020 14:13
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As autoridades norte-americanas deportaram cerca de cem cidadãos de Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) em 2019, menos uma dezena face ao ano anterior, mas metade do total eram cabo-verdianos, segundo dados oficiais.

De acordo com o relatório de deportações do ano fiscal de 2019 (01 de outubro de 2018 a 30 de setembro de 2019) da agência federal norte-americana para a Imigração e Alfândegas – Immigration and Customs Enforcement (ICE) -, consultado hoje pela Lusa, o número de cabo-verdianos deportados, por vários motivos, mas sobretudo imigração ilegal, desceu para 50, face aos 68 de 2018.

Ainda segundo o relatório de 2019 do ICE, que atua na jurisdição do Departamento de Segurança Interna norte-americano, depois de Cabo Verde, entre os PALOP, Angola foi o país com mais deportações, que aumentaram das 32 registadas em 2018 para 40 no ano passado.

O total de cidadãos da Guiné-Bissau deportados pelos agentes daquela força policial desceu de cinco para quatro e da Guiné Equatorial manteve-se inalterado, em cinco casos, de 2018 para 2019.

Depois de em 2018 não ter tido qualquer deportação, Moçambique viu três cidadãos nacionais expulsos do país no ano passado, enquanto São Tomé e Príncipe voltou a não ter nenhum caso em 2019.

No total, os Estados Unidos deportaram no ano fiscal de 2019 um total de 267.258 cidadãos de várias nacionalidades, um aumento face aos 256.085 do período anterior. O Brasil viu o número de deportados aumentar de 1.691 para 1.770, o mesmo acontecendo com Portugal, que passou de 96 em 2018 para 101 em 2019, enquanto Timor-Leste voltou a não registar qualquer caso.

Com Lusa

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