Trabalhadores do INMG iniciam greve de dois dias “com adesão de quase 100%”

19/02/2020 14:20 - Modificado em 19/02/2020 14:20

Os trabalhadores do Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica (INMG), em São Vicente, iniciaram esta terça-feira, uma greve de dois dias, com uma adesão de quase 100 por cento. Os mesmos comunicaram que entregaram uma providência cautelar ao tribunal contra a “requisição civil ilegal do Governo”.

O secretário-permanente do Sindicado dos Trabalhadores da Função Pública (SINTAP), Luís Fortes, em declarações à imprensa, esclareceu que a requisição utilizada pelo Governo é “ilegal” porque na ilha de São Vicente foram chamados mais de metade dos 21 trabalhadores da instituição, ou seja, 14 trabalhadores para cumprir os serviços mínimos.

O mesmo garante que este cenário verifica-se a nível nacional. Pelo que o sindicato submeteu uma providência cautelar a nível nacional ao tribunal “para repor a legalidade”.

Luís Fortes garantiu, no entanto, que todos os trabalhadores estão envolvidos nesta greve que “vai até ao fim sem fazer levantamento”.

“Temos três trabalhadores no aeroporto que fazem a recolha dos dados, mas não lhes estão a passar esses dados. Por conseguinte, os aviões não saem e nem aterram”, revelou Luís Fortes que informou que esta quinta-feira todos os trabalhadores vão continuar a greve no Aeroporto Internacional Cesária Évora.

O sindicalista referiu que a providência cautelar deveria ter uma decisão imediata para repor a legalidade. Por isso, pediu a intervenção do Presidente da República, para a questão do incumprimento da lei laboral.

“O Governo está a abusar de um artigo que está fora da lei, aí tem que ter a intervenção da Presidência da República. Não é uma luta sindical de uma pessoa só, porque está a ser também coadjuvada pelos sindicatos de São Vicente e da ilha do Sal” aclarou.

De referir que na base desta greve, segundo o sindicalista, os trabalhadores pedem a reposição imediata do prémio de produtividade, que em 2018 foi reduzido em 45% e que em 2019 não foi atribuído e o cumprimento do plano de cargos, carreiras e salários (PCCS) que está por publicar há cinco anos.

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