ICIEG. São Vicente é a ilha onde as mulheres grávidas sofrem mais violência baseada no género

18/02/2020 01:05 - Modificado em 18/02/2020 01:05
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Segundo assegurou esta segunda-feira a presidente do Instituto Cabo-Verdiano para Igualdade e Equidade de Género (ICIEG), Rosana Almeida, a ilha de São Vicente é, em todo o país, aquela que regista o maior número de casos de Violência Baseada no Género (VBG) sobre mulheres grávidas. Um dado que diz ser preocupante e que precisa ser atacado com urgência.

 “Esta é uma situação a que a sociedade não pode fechar os olhos, porque as instituições têm que dar respostas, mas nós só saberemos as respostas se a sociedade ajudar fornecendo-as. Temos que ter uma boa articulação com as autoridades municipais, como as câmaras municipais que estão mais perto da sociedade. A sociedade civil não pode compactuar com estes números que nos preocupam em São Vicente” sustentou.

Rosana Almeida indica que se pode denunciar através do anonimato. Por isso alerta as pessoas para quando presenciam um ato dessa natureza que o denunciem anonimamente pois assim estará a evitar piores cenários. “Estão com isso a evitar que um homem mate uma mulher e que uma criança fica órfã” frisou.

A mesma garante que o ICIEG tem acompanhado os casos de VBG em São Vicente em articulação com os seus parceiros locais.

O ICIEG tem apostado em campanhas de sensibilização para dar combate à violência baseada no género em São Vicente. A instituição utiliza os transportes públicos de passageiros para passar a mensagem da não-violência.

De frisar que a maioria das mulheres vítimas da Violência Baseada no Género (VBG) são separadas, com empregos remunerados, ensino básico e que os ex-parceiros são os que mais agridem as ex-companheiras.

O inquérito destaca ainda a percentagem de mulheres de 15-49 anos vítimas de violência física durante a gravidez e, segundo os dados são mulheres divorciadas/separadas, com nível de escolaridade básico e que estão, maioritariamente, e novamente, nas ilhas do Sal e São Vicente.

No que se refere à atitude de controlo da mulher por parte do marido, de acordo com a mesma fonte, 69,8% das entrevistadas declararam que o marido/parceiro não aceita que ela conviva com suas amigas e 46,4% insiste que a mulher lhe diga a todo tempo para onde vai ou onde está.

O estudo aponta também que 53% das vítimas de agressão nunca procurou ajuda e nunca falou a alguém sobre essa situação.

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