Carnaval de São Vicente: Montagem das bancadas condiciona trânsito

18/02/2020 00:36 - Modificado em 18/02/2020 00:36
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A uma semana do grande desfile canavalesco por algumas artérias do centro histórico do Mindelo, agendado para o dia 25 de Fevereiro, as bancadas metálicas e os respectivos assentos já estão montadas, faltando só alguns retoques finais. Uma montagem que tem causado alguns transtornos quer no trânsito quer na circulação de peões.

As bancadas montadas no lado direito – no sentido ascendente da R. de Lisboa e da R. Baltazar Lopes da Silva (antiga Rua Machado) – estão prontas para receber aqueles que pretendem e podem assistir ‘de cadeira’ à passagem do desfile do Samba Tropical na noite do dia 24, assim como do desfile dos grupos oficiais no dia 25.

Para uns, folia. Para outros, negócio. É o que acontece com a montagem das arquibancadas. Boa parte de uma das faixas de rodagem da Avenida Baltazar Lopes, condiciona e muito o trânsito, causando muitos constrangimento no trânsito e na circulação de pedestres. Alguns motoristas questionam a pressa da montagem da estrutura com quase duas semanas do evento.

“É isso que acontece quando se coloca um empresário a liderar uma organização [LIGOC-SV] que se define sem fins lucrativos. O lucro está no seu ADN, outra coisa não seria de esperar, disse-nos Deisy Fortes. A mesma acrescenta que o carnaval de São Vicente “está a deixar de ser um evento puramente cultural e, aos poucos se tornando um autêntico ‘bisnis’”. Isto a propósito “não só das bancadas como de todo o carnaval em si”.

A estrutura que montada foi estreada no ano passado. Trata-se de um equipamento que já traz cadeiras individuais incorporadas e que deve acolher para cima de mil pessoas, conforme um elemento da empresa portuguesa que se ocupa da montagem das mesmas.

Mandadas trazer pela Câmara Municipal de São Vicente, caberá, no entanto, à Liga Independente dos Grupos Oficiais do Carnaval – São Vicente (LIGOC-SV) efetuar a exploração comercial das mesmas, com a venda dos lugares ao público.

Certo é que, este ano, aumentou “consideravelmente” o número de lugares sentados para o público assistir aos diversos desfiles, que principiam já esta sexta-feira, com é hábito.

Com o crescimento do carnaval da ilha, aumentam também os negócios criados à volta dele. A festa do Rei Momo inspira novos empreendedores a se arriscarem no mercado, de olho num público que aumenta progressivamente ano a ano.

Além da estrutura já conhecida pelo público existem algumas novidades. Nos locais ao redor do evento será montado um espaço de alimentação, além dos ambulantes em vários pontos nos arredores da passarela, como é costume.

Em relação às arquibancadas, apesar do número de assentos ter aumentado fica, no entanto, a sensação de que não serão suficientes, permanecendo a questão da limitação da oferta. Outros mais críticos focam-se na questão que é antiga. Ainda há pouca informação sobre a aquisição de lugares e os preços.

“A intenção é a de dar uma opção às pessoas para poderem ver o Carnaval de forma cómoda, em vez de se amontoarem na berma dos passeios, mas muitas pessoas gostam de ver o carnaval desta forma e não querem estas mudanças”.

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