Novas medidas das autoridades chinesas levam universidades de alunos cabo-verdianos em Wuhan a reforçar segurança

13/02/2020 13:47 - Modificado em 13/02/2020 13:47
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A embaixadora de Cabo Verde na China, Tânia Romualdo, avançou hoje que as autoridades chinesas adotaram novas medidas e restrições de segurança devido à escalada do COVID-19, o que fez com que as universidades onde estão os alunos cabo-verdianos tenham reforçado a segurança.

Tânia Romualdo, através da sua página do Facebook, vincou que várias cidades anunciaram o reforço das medidas de restrição de circulação e uso obrigatório de máscaras e várias universidades restringiram a circulação no campus, especialmente as de Wuhan, que se encontram em quarentena.

Conforme a mesma, a situação vem evoluindo e várias “mega cidades” como Beijing, Shanghai, Guangzhou, Shenzhen, Tianjin, Hangzhou e Chengdu anunciaram o reforço das medidas de restrição de circulação e uso obrigatório de máscaras.

“Nas duas primeiras cidades o uso de mascaras é obrigatório e seu “não uso” passou a ser punível com prisão. As autoridades provinciais de Liaoning e Jiangxi, a semelhança de Hubei (onde fica a cidade de Wuhan), decretaram também quarentena global, passando o número de locais ora em quarentena a ser de mais de 80 cidades em 20 províncias”, acrescenta.

Tânia Romualdo, face a essa nova realidade, diz que foram também afectados vários campus universitários e, em vários casos, o “lockdown” que se aplicava ao campus universitário passou a aplicar-se à residência universitária, ao piso ou, em casos drásticos, ao quarto que ocupam.

“Estamos cientes que não é fácil mas, trata-se de medidas absolutamente necessárias no sentido de conter o alastramento e garantir a vossa própria segurança. Apelamos para que, à semelhança do que vêm fazendo de forma exemplar até então, continuem a colaborar com as autoridades sanitárias e os responsáveis dos vossos estabelecimentos de ensino”, apela.

O Ministério de Educação da China anunciou também o adiamento da abertura do novo período académico não tendo, no entanto, avançado uma data certa para o efeito.

De acordo com a diplomata, irão fazê-lo em momento oportuno e em função da evolução da situação vivida nas distintas regiões e províncias do país.

“Recomendamos que contactem as respectivas universidades uma vez que as medidas adoptadas e por adoptar variam de uma para outra”.

As autoridades chinesas apelam aos estudantes que se encontrem fora do país para não regressarem enquanto a situação não se normalizar. “Os campus estão em “lockdown” e não terão acesso às residências universitárias”, alerta.

A embaixadora de Cabo Verde na China explica ainda que tem conhecimento que muitas universidades optaram por iniciar aulas on-line. “Assim, independentemente de se encontrarem na China ou em outros países, devem contactar sem demora os vossos respectivos departamentos para estudantes internacionais para se informarem quanto aos aspectos práticos, operacionais e horários (sobretudo aqueles que se encontram em fusos horários diferentes)”.

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