Senegal proibiu a homossexualidade por especificidade cultural

13/02/2020 00:34 - Modificado em 13/02/2020 00:34
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O Presidente senegalês, Macky Sall, declarou hoje que a proibição da homossexualidade no Senegal resultava da especificidade cultural do seu país e não tem “nada a ver” com a homofobia.

As declarações de Sall foram feitas durante uma conferência de imprensa conjunta com o primeiro-ministro canadiano, Justin Trudeau, que evocou o assunto “brevemente” com o dirigente senegalês.

Sall confirmou que a questão tinha sido abordada nas suas conversações.

“Só que as leis do nosso país obedecem a normas que são o condensado dos nossos valores de cultura e civilização”, disse. “Isto não tem nada a ver com a homofobia”, acrescentou.

“Estou sempre a defender os direitos humanos e falo sempre desses assuntos onde quer que vá”, afirmou Trudeau. “O Presidente Macky Sall conhece muito bem as minhas perspetivas sobre o assunto, a propósito do qual falámos brevemente”, acrescentou.

Em contrapartida, considerou o Senegal “um líder em matéria de democracia, em termos de valores”.

Trudeau está a promover a candidatura do seu país a um lugar de membro não permanente do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas.

Os votos dos países africanos são preciosos para este fim.

Antes de ter chegado na segunda-feira ao Senegal, Trudeau esteve na Etiópia, por ocasião de uma cimeira da União Africana.

O Presidente senegalês manifestou-lhe apoio.

Durante a sua permanência no Senegal, Trudeau abordou os temas da inclusão das mulheres e raparigas, incluindo a participação nas missões de manutenção de paz, a situação no Sahel, as trocas comerciais, a ajuda ao desenvolvimento e a crise climática.

Por Lusa

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