Mais de metade das mulheres do Zimbabué forçadas a sexo a troco de trabalho

12/02/2020 01:29 - Modificado em 12/02/2020 01:30
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A elevada corrupção e uma economia em crise profunda contribuíram para elevar os casos de extorsão sexual no país africano

O Zimbabué regista um número sem precedentes de mulheres forçadas a trocar sexo por emprego ou outros benefícios. Mais de 57% das mulheres sondadas pela organização Transparência Internacional Zimbabué (TIZ) disseram que foram forçadas a oferecer favores sexuais a troco de trabalho, cuidados médicos ou até lugares nas escolas para os seus filhos, noticia hoje o jornal britânico The Guardian.

O relatório da TIZ, intitulado “Género e Corrupção”, revela que a extorsão sexual contra as mulheres é a principal forma de suborno não monetário usada por altos funcionários do Estado na sociedade zimbabueana.

Cerca de 45% das mulheres afirmaram ter recebido pedidos de favores sexuais a troco de terem acesso facilitado a um serviço do Estado e 15% reconheceram ter recorrido ao sexo para obter um emprego.

O relatório considera que as mulheres do Zimbabué estão cada vez mais vulneráveis ao abuso sexual por causa do estado crítico da economia do país.

As mulheres que estão no mundo dos negócios ou empresarial admitiram ter sido assediadas sexualmente com a promessa de ter acesso facilitado a contratos com o Estado.

“O sexo é uma moeda de troca em muitos negócios sujos no Zimbabué. O assédio sexual está institucionalizado e as mulheres já sofrem com isto há muito tempo. Há necessidade urgente de enfrentar ativamente todas as formas de assédio sexual nos vários setores do país”, recomenda o relatório.

Num grupo de 180 países avaliados na perceção do índice global de corrupção pela Transparência Internacional, o Zimbabué surge no lugar 158.

Por Plataforma

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