Zona de Livre Comércio em África trará um novo impulso às trocas comerciais entre o continente e o resto do mundo – JCF

12/02/2020 01:05 - Modificado em 12/02/2020 01:05

Cabo Verde assinou recentemente, o Acordo de Comércio Livre em África e que foi aprovado, por unanimidade, pelo parlamento cabo-verdiano e que terá a ratificação do Presidente e posteriormente, o depósito dos instrumentos de ratificação. 

No discurso proferido por Jorge Carlos Fonseca, por ocasião da 33ª conferência dos Chefes de Estado e de Governo da União Africana, declara que o país está firmemente convencido de que a criação da Zona de Comércio Livre e a entrada em vigor do Acordo que a sustenta, “trará um novo impulso às trocas comerciais entre nós, estabelecendo, igualmente, uma nova era nas relações comerciais entre o continente e o resto do mundo”.

Para o Chefe de Estado cabo-verdiano, trata-se de um dos instrumentos maiores e concretos para a integração continental,  em consonância  com a Agenda 2063 perspectivada pela UA, e que norteia os objetivos de Desenvolvimento da nossa Organização Regional”.

O tema da União Africana para o ano de 2020: “Silenciar as Armas: Criação de Condições Favoráveis para o Desenvolvimento de África”, é para Jorge Carlos Fonseca, muito mais do que uma importante proposição que deve nortear as intervenções de todos os Estados membros. “Tem de  ser entendido como um poderoso eco dos milhões de  mulheres e homens do nosso continente que clamam pelo direito a uma vida decente que tarda em chegar apesar de, paradoxalmente estar ao alcance das nossas possibilidades”.

Jorge Carlos Fonseca destaca que apesar do nosso continente e o mundo estarem cada vez mais conturbados, devido a guerras, ataques à democracia, diversos tipos de violência, sem a paz, a democracia e a participação dos cidadãos, especialmente dos jovens, o futuro da África poderá continuar hipotecado.

Por isso apela a todos os Chefes de Estado da UA, a trabalhar para a criação de um mundo pacífico, que necessariamente passa pela assunção plena, nos planos interno e regional de firmes compromissos no sentido do silenciamento das armas e da defesa da democracia.

E que honesta e sinceramente urge passar das palavras à ação e deixar de  ignorar que, amiúde, o caldo de cultura para a proliferação de alguns dos males que nos afligem, como o terrorismo, diferentes formas de violência e de tráficos, se alimenta de políticas de exclusão, autoritarismo, intolerância cultural ou religiosa. 

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