Ministério da Saúde pondera recorrer a quarentena obrigatória se o risco de coronavírus aumentar

12/02/2020 00:42 - Modificado em 12/02/2020 00:42
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Foto: Inforpress

O Diretor Nacional da Saúde, Artur Correia, garantiu esta terça-feira, que o Estado poderá recorrer à quarentena obrigatória, caso o risco de importação de coronavírus aumentar no país, isto depois da entrada em Cabo Verde de estudantes e cidadãos chineses oriundos da China.

A possibilidade foi admitida por Artur Correia à Rádio Pública, face às críticas feitas por alguns segmentos da sociedade civil, principalmente nas redes sociais, de que o Governo falhou na sua estratégia de prevenção do vírus ao não colocar em quarentena as pessoas provenientes da China que entraram no país.

O Diretor Nacional da Saúde esclareceu que, na altura, tal decisão não foi tomada porque a situação não se justificava, explicando que em Wuhan, epicentro do coronavírus, todas as pessoas estão em quarentena domiciliária, inclusive os estudantes cabo-verdianos, precisando ainda que todas eles estão proibidas de sair de casa.

Este, no entanto, não é o caso de Cabo Verde, acrescentou Artur Correia, destacando, contudo, que caso houver necessidade, o Governo irá recorrer a essa prática também. “Nós não o fizemos ainda e esperemos que não o venhamos a fazer, porque trabalhamos com riscos, não com o ouvir dizer, analisando as coisas de forma profissional e técnica, com bases em evidências e com normas internacionais”, observou, lembrando não haver nenhuma norma da OMS a dizer “que quem tenha saído da China deve sofrer quarentena”.

Artur Correia afirmou ainda que as pessoas que entraram em Cabo Verde, até então não apresentavam sintomas ao ponto de os obrigar a uma quarentena. Todavia, garante que se chegou à conclusão de que se a situação evoluir e o ponto de o risco se elevar “não temos tabu nenhum” em recorrer a quarentena obrigatória.

No entanto, atualmente, os Hospitais Batista de Sousa, em São Vicente e o Hospital Central da Praia, já têm espaços preparados para isolar pessoas que venham a apresentar casos suspeitos de coronavírus, agora oficialmente designado de Covid- 19.

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