“O Último Mugido” de Germano Almeida nas livrarias a partir de hoje

11/02/2020 16:13 - Modificado em 11/02/2020 16:13
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O escritor cabo-verdiano Germano Almeida, um dos autores mais consagrados da literatura lusófona, tem nas bancas do país a partir de hoje o seu novo romance, “O Último Mugido”, que dá continuidade à obra precursora “O Fiel Defunto”, lançada em 2018.

Conforme nota de imprensa, neste livro, Germano Almeida resgata o personagem e “grande escritor” das ilhas Miguel Lopes Macieira, assassinado pelo seu melhor amigo quando ia iniciar a sessão de apresentação do seu novo livro, “O Último Mugido”.

Nisto assegura, que é em sua homenagem que recuperou esse título para encabeçar este novo volume, que prossegue a “extraordinária história” criada por Germano Almeida.

“É um retrato ao mesmo tempo realista e divertido da sociedade do Mindelo, esse microcosmo onde cada um de nós pode também encontrar o seu lugar”, afirma a Editorial Caminho.

Neste novo romance, Mariza, mulher de Lopes Macieira, regressa da América para executar o testamento do escritor, incluindo a sua cremação pública numa praça do Mindelo.

“Mariza ficou parada a apreciar as estrondosas palmas com que as suas palavras foram coroadas. A seguir estendeu o braço para o presidente da Câmara, que a ajudou a descer do estrado. Um dos jovens entregou-lhe uma tocha acesa e ela encaminhou-se devagar para junto do caixão”, lê-se numa das passagens do livro.

Germano Almeida, distinguido em 2018 com o Prémio Camões, nasceu na ilha da Boa Vista em 1945. Licenciou-se em Direito na Universidade Clássica de Lisboa. Vive em São Vicente onde, desde 1979, exerce a profissão de advogado.

Publica as primeiras estórias na revista Ponto & Vírgula, assinadas com o pseudónimo de Romualdo Cruz, que em 1994 foram transformadas no livro “A Ilha Fantástica” e que recriam os anos de sua infância e o ambiente social e familiar na ilha da Boa Vista.

O seu primeiro romance foi “O Testamento do Sr. Napumoceno da Silva Araújo”, publicado em 1989, que marca a ruptura com os tradicionais temas cabo-verdianos, romance esse adaptado ao cinema nos anos noventa.

A sua bibliografia inclui ainda títulos como O Meu Poeta, de 1990, Estórias de Dentro de Casa, de 1996, A Morte do Meu Poeta, de 1998, “Estórias Contadas”, de 1998, “Dona Pura e os Camaradas de Abril” de 1999, As Memórias de Um Espírito, de 2001 e O Mar na Lajinha, de 2004.

Mais recentes são os livros A Morte do Ouvidor, de 2010,  Do Monte Cara Vê-se o Mundo, de 2014, Regresso ao Paraíso, de 2015 e O Fiel Defunto, de 2018 também editados na Caminho. O escritor tem obras publicadas no Brasil, França, Espanha, Itália, Alemanha, Suécia, Holanda, Noruega e Dinamarca, Cuba, Estados Unidos, Bulgária, Suíça e Cabo Verde.

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