“Sabia demasiado”: Morte de ex-polícia suspeito da morte de Marielle Franco investigada

11/02/2020 01:36 - Modificado em 11/02/2020 01:36

Adriano Magalhães, um dos principais suspeitos na morte da vereadora Marielle Franco, era amigo da família Bolsonaro.

As circunstâncias em que foi morto o ex-capitão da polícia do Rio de Janeiro Adriano Magalhães da Nóbrega, considerado um dos principais implicados na morte da vereadora Marielle Franco em 2018 e próximo da família Bolsonaro, estão a levantar suspeitas. O criminoso, que foi abatido domingo num suposto confronto com polícias no interior do estado da Bahia, terá dito ao advogado que queriam matá-lo porque “sabia demasiado”.

O advogado disse ontem que o ex-capitão, acusado pela polícia de ser o líder da mais sangrenta milícia do Rio, temia ser executado pelos agentes enviados pela polícia fluminense à Bahia, onde estava escondido numa área rural isolada. Em telefonema, Adriano terá dito que os agentes não foram enviados para o prender e sim para o matar porque sabia demasiado.

Já o Partido Socialismo e Liberdade considerou “suspeita” a morte do ex-capitão, considerado peça-chave para elucidar as mortes de Marielle Franco e do motorista, Anderson Gomes. Adriano também era suspeito de participar num esquema de corrupção que o Ministério Público diz ter existido no gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro, que por duas vezes homenageou o ex-capitão, cujas mulher e mãe empregou como assessoras parlamentares durante anos.

Por CM

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