Angolanos estão fora do capital do Eurobic

11/02/2020 01:26 - Modificado em 11/02/2020 01:26

Espanhóis do Abanca chegam a acordo e ficam com 95% do banco para alargar rede de balcões no País.

Memorando de entendimento foi assinado esta segunda-feira por Juan Carlos Escotet, do Abanca (esq.), e Teixeira dos Santos, presidente-executivo do Eurobic (centro)
Foto: Direitos Reservados

Cerca de vinte dias depois de ter rebentado o escândalo Luanda Leaks e de ter sido tornado público o envolvimento do Eurobic em transferências da Sonangol para uma sociedade offshore controlada por Isabel dos Santos, os acionistas angolanos do Eurobic saem de cena. O espanhol Abanca anunciou esta segunda-feira ter chegado a acordo para a compra de 95% do capital do banco português.

Com a entrada do Abanca, saem do capital da instituição portuguesa Isabel dos Santos, que detinha 42,5% do Eurobic, Fernando Teles, que controlava 37,5%, e os três sócios angolanos, todos com 5% do capital: Sebastião Lavrador, ex-presidente do banco Sol e antigo governador do Banco de Angola; Luís Cortes, dono da Soclima; e Manuel Pinheiro Fernandes, líder do grupo Martal. O valor da compra não foi revelado. “É confidencial”, disse fonte oficial do Abanca ao CM.

A conclusão do negócio está ainda sujeito a uma ‘due dilligence’, ou seja, uma avaliação rigorosa dos ativos e do balanço da instituição, e à aprovação do Banco Central Europeu. O próprio Banco de Portugal confirma que “o Abanca e o Eurobic assinaram um memorando de entendimento”. Todo o detalhe da operação foi comunicado ao regulador, garante o Abanca.

A compra do Eurobic dá novo fôlego ao banco espanhol, que em 2018 tinha entrado em Portugal através da compra da operação do Deutsche Bank no País. Segundo Juan Carlos Escotet, esta “é uma operação com todo o sentido estratégico” , já que permitirá ao Abanca “dar um salto importante em volume de negócios”, através da incorporação dos 11 mil milhões de euros de volume de negócios do Eurobic. “Com esse número, entramos num volume de negócios de mais de cem mil milhões de euros”, frisa o banqueiro, conseguindo uma rede de balcões “que vai estar presente em todos os distritos”, com “mais de 250 balcões”.

Por CM


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