Ex-Diretor Financeiro do Banco da Cultura detido por suspeitas de vários crimes

5/02/2020 00:51 - Modificado em 5/02/2020 00:51

O indivíduo que à data dos factos desempenhava funções de Diretor Financeiro do Banco da Cultura, foi detido esta terça-feira, 04, pela Polícia Judiciária, fora de flagrante delito, por estar fortemente indiciado na prática de crimes de Burla qualificada, Falsificação de documentos e Peculato.

Conforme nota da PJ, o indivíduo de 51 anos, que à data dos factos desempenhava funções de Diretor Financeiro do Banco da Cultura é suspeito de, conjuntamente com mais dois funcionários (o então PCA e a Secretária), terem arquitetado um plano para, através de artifícios fraudulentos, se apropriarem ilegitimamente de dinheiro público por via de financiamento de projetos fictícios.

Os factos terão ocorrido entre setembro e outubro de 2016.

O detido foi presente na tarde desta terça-feira ao Tribunal da Comarca da Praia, para efeito do primeiro interrogatório judicial de arguido detido e aplicação de medidas de coação pessoal.

De recordar que o então Presidente do Conselho de Adminstração e a Secretária do Fundo Autónomo de Apoio à Cultura foram detidos pela Polícia Judiciária a 04 de janeiro de 2018, suspeitos da prática de crimes de Infidelidade, Falsificação de documentos e Peculato.

Neste momento, está interdito, pelo tribunal de sair do país o então PCA, que teve também que entregar uma caução de 500 mil escudos. O ex-gestor ficou, igualmente, com termo de identidade e residência.

Em relação à ex-secretária da instituição, foram aplicadas as medidas de interdição de saída do país e termo de identidade e residência.

De acordo com um documento de uma auditoria financeira, tornado público pelo Ministério das Finanças em Maio de 2017, descobriu-se que cerca de 88% dos pagamentos efectuados pelo Banco da Cultura foram destinados a despesas e financiamento de projectos “sem doptação orçamental específica”, como para a Atlantic Music Expo (AME), Orquestra, Ballet Nacional, Fonartes e outras actividades de cariz cultural, aprovados directamente pelo Ministro da Cultura e remetidas posteriormente ao FAAC para o respectivo pagamento, pondo “em causa a sua autonomia administrativa e financeira”.

  1. Manuel Oliveira

    Porque não chamarem os bois pelo nome, como foi feito, não há bem muito tempo, com aquela funcionária do BCA cujo nome veio escarrapachado nos jornais da praça?

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2022: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.