São Vicente : Erva-doce esgota no Mercado por causa de mensagens nas redes sociais sobre cura do coronavírus

30/01/2020 00:56 - Modificado em 30/01/2020 00:56
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O chá de erva-doce apontado como cura para o coronavírus, fez disparar as vendas desta erva, sobretudo no Mercado Municipal, no centro da cidade do Mindelo, levando mesmo a esgotar. No entanto a procura generalizada em outros pontos da cidade aumenta.

Tudo por causa de uma mensagem que vem circulando nas redes sociais apontando a erva-doce como cura do coronavírus. O conteúdo está a suscitar uma grande procura, principalmente no mercado Municipal que, conforme pôde constatar o NN, teve o seu stock esgotado nesta quarta-feira.

A procura desta erva surgiu de uma suposta informação de um infectologista brasileiro do Hospital São Domingos que aconselha tomar de 12 em 12 horas o chá de erva-doce, alegando que mata o vírus de Influenza, e contém o Tamiflu, o remédio, alegadamente, usado para tratar a gripe A –H1N1, o coronavírus, que teve o seu epicentro na China e se alastra pelo mundo.

Noutros pontos da cidade também a procura desta erva contínua intensa. A sua proveniência é sobretudo da ilha de Santo Antão.

“Nunca fui de tomar chá de erva-doce mas com a mensagem que circula nas redes sociais, passei a tomar como recomendam. Só não sei se é verdade o que dizem, mas por sorte ainda hoje encontrei um pouco no mercado municipal” enfatiza Josina Lopes.

Liliana Graça, também foi uma das que procurou pela erva no mercado, mas que não teve sorte, estava tudo esgotado, mas salienta que irá requisitar um pouco de Santo Antão, pois em São Vicente a erva já está esgotada em todos os locais onde foi procurar. “Fiquei intrigada quando vi a mensagem nas redes sociais, não sei se é verdade, mas prevenir está em primeiro lugar” assegura.

Patrícia Cruz, foi também daqueles que recorreu a esta fórmula, para eventualmente se proteger de uma epidemia que a cada dia que passa chega a mais países de todo o mundo. “Na segunda-feira a primeira coisa que fiz foi vir aqui no mercado e comprar um pouco desta erva. Como levei pouco regressei hoje. Com sorte ainda consegui comprar um pouco” conta esta mindelense, para quem é melhor prevenir do que remediar, mesmo não acreditando que esta erva tenha os ditos efeitos.

E tem toda a razão pois, a Folha de São Paulo assegurou, em nota, que o Hospital São Domingos afiançou que nenhum infectologista da sua equipa indica o uso do chá de erva-doce pois não há nenhuma comprovação científica quanto ao uso deste chá no lugar do medicamento contra o vírus H1N1 ou com o mesmo efeito do Tamiflu.

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