Filme que relata “vida dura e insegura” de pescadores artesanais de Salamansa estreia em Angola

20/01/2020 00:01 - Modificado em 20/01/2020 00:01
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“Lágrimas nas Ondas Di Mar” do cineasta moçambicano Júlio Silva, selecionado para o Festival de Cinema FESC-Kianda, que decorre de 24 a 26 de Janeiro, narra a história da “vida dura e insegura” dos pescadores artesanais de Salamansa, durante a atividade pesqueira.

Conforme o Jornaléagora, a organização do Festival de curta-metragem da Kianda (FESC-Kianda), selecionou o filme “Lágrimas nas Ondas Di Mar”, por retratar as tragédias que acontecem com pescadores artesanais nos mares de Cabo Verde, e que já provocaram várias mortes, que sistematicamente são apanhados por tempestades na atividade piscatória que no país emprega diretamente cinco mil pessoas.

“Trata-se de um ‘docudrama’ que aborda o sacrifício do pescador artesanal da vila da Salamansa” escreve a mesma fonte que cita o produtor do filme, em reação à escolha da película para a 1ª edição do FESC-KIANDA, que se vai realizar sob lema “Luanda sua gente e seus hábitos”.

Ainda de acordo com o Jornaléagora, o cineasta que tem descendência cabo-verdiana, salienta que o objetivo da realização da curta-metragem, pela primeira vez estará num festival internacional, é essencialmente para dar o alerta sobre a situação do naufrágio de pescadores.

Esta iniciativa, como aponta a mesma fonte, surgiu após o desaparecimento de pescadores cabo-verdianos, isto no decorrer de tempestades, uma envolvendo quatro pescadores e em outro caso um pescador da Boa Vista em 2015, mas que ambos os casos tiveram final feliz.

“Os atores envolvidos são todos cabo-verdianos. São atores de teatro que atualmente e regularmente atuam em peças teatrais realizados na ilha” frisou o realizador, citado pela fonte. Nisto assegurou que o filme é um conto escrito na base das quatro histórias, em que toda a trajetória relata um episódio forte que aconteceu precisamente na aldeia piscatória, onde tem acontecido “várias tragédias”.

Com isso e para desenvolver este projeto cinematográfico, como sustenta a mesma fonte, Júlio Silva, decidiu rumar à ilha de São Vicente, com o propósito de demonstrar o “suspense constante” a que as famílias de pescadores artesanais cabo-verdianos são sujeitas recorrentemente, por nunca saberem se “cada viagem” ao mar pode ser a última que vêm aqueles que partem.

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