Pai de Giovani garante que a PSP não o queria deixar apresentar queixa

14/01/2020 00:54 - Modificado em 14/01/2020 00:54

Joaquim Rodrigues, pai de Giovani Rodrigues, assegura que está desagradado com algumas coisas que aconteceram ao longo do processo e que exige explicações das autoridades policiais portuguesas.

Apesar do corpo de Giovani já estar na sua terra natal, Joaquim Rodrigues, ainda está em Portugal onde permanecerá até esta terça-feira, aponta que já exigiu uma investigação desde a chamada da polícia aos bombeiros até à entrada no hospital, entendendo que segundo os colegas de Giovani o tempo foi extenso.

“O Giovani já não volta mais, mas isto não pode voltar a acontecer a mais nenhum cidadão, ainda por cima Portugal é um país desenvolvido” salienta Joaquim Rodrigues citado pelo jornal luxemburguês Contato.

Joaquim Rodrigues afirma que a PSP negou aos três jovens cabo-verdianos a apresentação de uma queixa, quando estes se dirigiram, no dia seguinte, à esquadra para denunciar o ocorrido, depois de um companheiro de Giovani ter sido testemunha no auto da queixa feito no hospital.

“Os miúdos estavam aflitos, não são de cá, fazem o que lhes mandam. Quando eles foram apresentar queixa à esquadra da PSP negaram-lhes que apresentassem queixa. Disseram-lhes que tinha de ser o próprio a apresentar a queixa e que Giovani tinha seis meses para o fazer. Claro que os miúdos voltaram para trás” frisa.

Na sequência conta que ele próprio foi apresentar a queixa crime do seu filho, mas foi-lhe dito que somente o ofendido é que poderia apresentar a queixa e que tinha seis meses para o fazer. Mas com a insistência de que o jovem poderia não ter seis meses de vida, foi-lhe autorizado a apresentar a queixa, mas que, no entanto, após a sua efetivação não lhe foi entregue nenhuma cópia do documento.

Outro dado que suscita indignação por parte do pai do jovem, prende-se com o facto dos companheiros terem dito às autoridades que ele levou uma paulada, mas que os policiais afirmaram que era um caso de álcool e que inclusive foram proibidos de fazer tal afirmação, sobe pena de pagarem uma multa de 150 euros.

Para já o tempo que levou para ser registado a queixa e se iniciarem as investigações é apontado pelo mesmo como o primeiro erro da investigação.

  1. Mário

    Muito triste toda essa situação.Não esquecer que todos os Portugueses são bem tratados aqui em Cabo Verde dentro das nossas possibilidades.Outra coisa nunca,jamais meter toda a gente no mesmo saco.Isso pode ser um erro gravissimo !

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