Oposição questiona Governo sobre ligação aérea São Vicente/Lisboa por parte da companhia da CV Airlines

8/01/2020 21:49 - Modificado em 8/01/2020 21:49
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As bancadas parlamentares do PAICV e da UCID (oposição) questionaram o Governo sobre a reposição dos voos da agora CV Airlines na linha aérea Lisboa/São Vicente/Lisboa. Algo pelo qual vêm chamando a atenção há três anos e o executivo aponta no sentido de resolver o problema, mas até ao momento não há sinais de tal vir a acontecer.

O mote foi dado pelo líder da UCID, António Monteiro, na primeira sessão do mês de Janeiro, no debate com o ministro do Turismo e Transportes e ministro da Economia Marítima, José Gonçalves, avançando que a companhia tinha assegurado que iria adquirir um Boeing 737 em regime de leasing, para fazer esta ligação e mesmo já na posse deste aparelho, afirma que as ligações ainda não acontecem.

Neste sentido, Monteiro pediu ao governante para usar os seus poderes para que esta questão possa ser resolvida. “Isso vai sem dúvidas facilitar a vida dos empresários e também dos cidadãos cabo-verdianos e dos sanvicentinos em particular” enalteceu.

Por sua vez a bancada do PAICV, através do deputado João do Carmo, acusou o Governo de penalizar a região norte do país com a suspensão do voo direto São Vicente/Lisboa da TACV, entendendo que prejudica “gravemente os empresários e os cidadãos” locais.

“Apesar das repetidas promessas de retoma desta ligação pelo primeiro-ministro de Cabo Verde, assistimos mais uma vez a um claro desinteresse do governo, relativamente ao desenvolvimento de São Vicente e da região norte”, adiantou.

Na base destas afirmações o deputado avançou que não ficaria surpreendido se o Governo, nas vésperas das eleições legislativas de 2021, decidisse retomar temporariamente a ligação São Vicente/Lisboa. “Isto é, em mais uma tentativa de enganar os sanvicentinos e toda a população da região norte do país”, concluiu o João do Carmo, deputado do maior partido da oposição.

De realçar que o abandono dessa rota foi decidido pela administração da Cabo Verde Airlines, companhia que resultou da privatização da TACV, mas que ainda em 2019 o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, chegou a anunciar, no Mindelo, que a companhia voltaria a ter voos diretos de Lisboa para São Vicente.

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