Três anos depois e ainda permanece a incógnita sobre o assassinato do casal de idosos em Madeiralzinho

8/01/2020 01:22 - Modificado em 8/01/2020 01:22
| Comentários fechados em Três anos depois e ainda permanece a incógnita sobre o assassinato do casal de idosos em Madeiralzinho

Em 2017 um casal de idosos foi encontrado morto na sua residência no Madeiralzinho, em São Vicente.

Passados quase três anos sobre o assassinato do casal, a Polícia Judiciária ainda não identificou nenhum suspeito(s) e não sabe quem foi o(s) autor do crimes, nem tão pouco dá esclarecimentos sobre o andamento do caso.

O casal, Joaquim “Quim” Silva e Olga Além, foi assassinado a 28 de Fevereiro, na sua própria residência, em Madeiralzinho-Carreira de Tiro, no dia de Carnaval de 2017. Quase a completar três anos deste brutal duplo homicídio, o Notícias do Norte tentou contactar a polícia científica sobre este caso, no entanto, após vários dias e diversas insistências, não obtivemos qualquer resposta desta instituição.

Um duplo homicídio que até agora ficou por esclarecer, derivado das fracas capacidades técnicas de investigação da PJ e também da falta da cultura e mentalidade de colaborar com a Polícia por parte dos vizinhos, caso existisse alguma pista.

Apesar dos vizinhos serem um factor muito importante na investigação, pois muitas vezes um pequeno detalhe pode ser suficiente para esclarecer a verdade sobre o crime, nada mais foi acrescentado. Apenas as suas declarações que não os viam já há algum tempo.

Quando encontrados, devido ao “avançado estado decomposição” dos corpos, estes foram levados a enterrar imediatamente e com isso perdeu-se a possibilidade de fazer uma autópsia. Consequentemente, não foi possível determinar o dia e a hora exacta da morte e nem as causas.

Na altura do ocorrido, este online revelou que não houve arrombamento na casa no Madeiralzinho onde um casal de idosos foi encontrado morto, no dia 4 de Março. No entanto, a PJ não confirmou nem desmentiu esta hipótese. “O corpo da senhora estava na sala e o do homem na casa de banho”.

De acordo com os vizinhos, o casal não era visto há alguns dias e por isso procuraram o serviço de bombeiros. Ao arrombarem a porta, foram encontrados indícios que apontavam para um caso de roubo, seguido de homicídio, visto que os corpos estavam ensanguentados. Casa revirada e sangue espalhado.

Passados quase três anos, a opinião pública não sabe o que se passou e a PJ nada avança sobre o caso, nem para revelar a sua incapacidade  para esclarecer o caso e tranquilizar a população. Mas já se conhece as lacunas da nossa PJ em termos de comunicação. Quando faz apreensões de droga  ou prende criminosos faz conferências de imprensa e emite comunicados  para recolher os louros. Quando não consegue resolver casos que causam grande alarme social, como foi este caso, remete-se ao silêncio.

Até ao fecho desta matéria não obtivemos nenhuma resposta da Polícia Judiciária que foi contactada por email.

EC

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2022: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.