PAICV diz que 2019 não foi um bom ano para Cabo Verde

7/01/2020 00:44 - Modificado em 7/01/2020 00:44
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O Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) diz que o ano transato não foi bom para os cabo-verdianos, desde logo porque o país foi afetado, pelo terceiro ano consecutivo de seca agravada e por ausência de medidas coerentes e consistentes para socorrer as pessoas.

Em conferência de imprensa, a presidente do PAICV cita diversos aspetos e diz ainda que “o ano de 2019 não foi bom, também, porque as políticas do Governo não tiveram impacto direto na vida das pessoas, apesar do crescimento económico de que muito se fala e pouco se sente”.

Para Janira Almada o ano poderia ter sido bem melhor para os cabo-verdianos, caso o governo tivesse uma visão clara para o país, “caso tivesse uma agenda concreta, caso implementasse medidas sérias e caso colocasse o interesse dos cabo-verdianos em primeiro lugar”.

A líder do PAICV salientou que o crescimento propalado de 5% fosse orientado para servir as pessoas, sobretudo as pessoas mais vulneráveis. “Com o país a crescer 5 vezes mais, conforme se propala, era expectável que a vida dos cabo-verdianos melhorasse em 2019”, aponta Janira Hopffer Almada que considera que o país, não melhorou porque, não teve um ambiente de segurança e a tranquilidade não reinou.

A dirigente do PAICV diz que pessoas não tiveram nem mais, nem melhor acesso à saúde, os agricultores não tiveram o apoio que necessitavam, depois de três anos de seca consecutivos, e que os pescadores não conseguiram sentir investimentos para os ajudar a aumentar a captura nas pescas e a melhorar os rendimentos. Destaca ainda a juventude que não conseguiu ter melhores e dignos empregos conforme prometido, adiantando que a “habitação condigna continuou a ser uma miragem”.

O Ano de 2019 também não foi bom, continua esta dirigente, “porque o governo e a maioria que o suporta insiste na forma intransparente de efetuar os negócios do Estado, sem ouvir os cabo-verdianos e sem acautelar os interesses do país e sem proteção do património construído ao longo de anos, à custa do suor e do sacrifício dos cabo-verdianos”.

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