Assassinato de Giovani : Imprensa portuguesa diz que a autópsia foi inconclusiva

7/01/2020 00:30 - Modificado em 7/01/2020 00:31

Falecido 10 dias depois de ter sido espancado, em Bragança, o caso de Giovani Rodrigues chegou às autoridades locais como um possível “alcoolizado caído na rua” sem referência a agressões ou ferimentos.

Segundo noticia a imprensa portuguesa, nesta segunda-feira, as autoridades locais receberam o alerta por volta das 4 horas do dia 21 de Dezembro, como “intoxicação”, a classificação técnica da emergência médica para casos que podem envolver várias situações, particularmente venenos, álcool e produto estupefaciente.

Já no local a equipa de bombeiros ao analisar a situação detalhadamente constatou que o jovem, natural da ilha do Fogo, apresentava um ferimento na cabeça e “verificou que se tratava de um possível traumatismo craniano”.

A possibilidade de o ferimento ter resultado da agressão foi levantada já depois de a vítima ter sido conduzida ao hospital de Bragança e transferida para o Hospital de Santo António, no Porto, onde morreu na madrugada de 31 de Dezembro, como avançou o Jornal de Notícias.

No entanto os bombeiros desconhecem quem fez a chamada e se o jovem cabo-verdiano estava sozinho quando foi encontrado caído, na avenida Sá Carneiro.

Outro dado revelado pela imprensa portuguesa, neste caso o Público, dá conta de que a “autópsia foi inconclusiva, não esclarecendo se a morte foi provocada pela agressão ou pela queda”, salientando que a PJ terá afastado a possibilidade da tese de ódio racial associada à morte do jovem estudante cabo-verdiano.

Nesta segunda-feira o Primeiro Ministro, Ulisses Correia e Silva, afirmou que confia na justiça portuguesa, pelo que acredita que a morte de Giovani não ficará impune. A mesma fonte garantiu que o caso da morte de Giovani não belisca a relação existente entre Cabo Verde e Portugal.

Este caso continua a fazer correr muita tinta da imprensa que procura por respostas sobre o(s) motivo(s) que levaram à morte deste jovem cabo-verdiano, natural da ilha do Fogo, em terras lusas. Para já a onda de contestação com pedidos de justiça tem aumentado gradualmente e chega de vários quadrantes da sociedade civil.

Esta segunda-feira, o jornal luxemburguês Contacto reproduz informações passadas à família pelas autoridades referindo que já terão chegado à identificação de dois suspeitos no âmbito da agressão a Giovani Rodrigues.

Também nesta segunda-feira, a SIC Notícias avança com “alguns suspeitos identificados”, acrescentando que se conseguiu com recurso às “gravações vídeo do bar” onde terá começado a rixa entre os dois grupos de jovens. Não há, para já, detenções.

Segundo informações da Lusa divulgadas esta segunda-feira, o diretor da Polícia Judiciária portuguesa, Luís Neves, em declarações aos jornalistas à margem da cerimónia de abertura do Ano Judicial, referiu que a PJ está a investigar este crime “há muito poucos dias”, garantindo, no entanto, que “a PJ está fortemente empenhada em descobrir os autores das agressões” mas, não deu qualquer indicações sobre identificações ou detenções.

  1. noslida1234

    Episódio muito triste e todos nós gostaríamos que isso não voltasse a acontecer. Mas ouvir comentários de portugueses como os de Suzana Garcia na TVI, só vem reforçar a minha ideia que o POVO PORTUGUÊS EM GERAL É RACISTA SIMMMMMMMMMMMM. Não venho com falinhas mansas, porque só não demonstram essa face suja quando estão tirando alguma vantagem. Voces nao tem vergonha na cara, sendo um povo historicamente emigrante e no vosso pais tratam os que vem de fora dessa forma. Eu sou Caboverdeano com ORGULHO e posso afiançar a melhor forma de vos envergonhar é quando voces estiverem aqui em cabo Verde e nos Caboverdeanos vos tratar LINDAMENTE, COM MORABEZA, palavra que nao existe no vosso dicionário.

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