Autarquia sanvicentina assegura que ameaça de incêndios nas casas de tambor é grande

2/01/2020 20:27 - Modificado em 2/01/2020 20:27
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Foto: Expresso das ilhas

A vereadora da Câmara Municipal de São Vicente, Lídia Lima, considera que a ameaça de incêndios nas casas de tambor é grande. Realça que a autarquia tem estado a trabalhar com o Governo no sentido de se montar um programa de habitação social para pessoas de baixa renda para eliminar as casas de tambor.

Esta reação da vereadora surge na sequência do incêndio que deflagrou na madrugada de quarta-feira em Pedra Rolada, no qual três crianças morreram carbonizadas e dois adultos e outras duas crianças sofreram queimaduras graves.

Lídia Lima, em declarações a RCV, garante que é preciso adaptar situações da nossa realidade já que o Estado não consegue pagar mais para as pessoas poderem viver com outras condições.

“Em termos habitacionais, temos de criar condições para que as pessoas que ganham pouco possam viver com as mínimas condições de segurança e de dignidade e é isso que tem que ser feito” ressalvou.

Entende que uma família que vive com um salário mensal de 15 mil escudos, não conseguirá viver numa casa normal, com todas as condições. Fazendo com que o pouco dinheiro sirva apenas para suprirem outras necessidades, impossibilitando o pagamento de uma renda.

Em São Vicente, conforme a mesma fonte, existem cerca de 2.000 casas de tambor e, oficialmente, são necessários 8.000 fogos para resolver os casos de famílias a viverem em casas degradadas e sem condições de dignidade.

Sobre a família vítima deste trágico incidente, revela que já foram feitas visitas a todos os familiares e que a autarquia está a trabalhar para ver as possibilidades de ajudá-la, dentro da medida possível, a retomar a vida. “Caso tivermos uma habitação disponível será uma das possibilidades, porque ainda estamos numa fase de avaliação de toda a situação e da vida dos familiares envolvidos.

Outra alternativa pode passar pelo pagamento da renda durante algum tempo, porque depois disso tanto a nível psicológico eles precisam de apoios, como também em termos de reorganizar para refazer as suas vidas” adianta a mesma fonte.

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