Vigilantes desconvocam greve mas com ultimato

27/12/2019 19:17 - Modificado em 27/12/2019 19:18
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Foto: Inforpress

Eddy Ganeto, o representante dos vigilantes e dos trabalhadores de segurança privada adiantou hoje em conferência de imprensa, no Mindelo, que a greve foi suspensa depois de Olavo Correia, ministro das Finanças, ter dado garantias, num telefonema ao presidente do SIACSA, Gilberto Lima, que o Preço Indicativo de Referência (PIR), para a actualização salarial da classe, será publicado daqui a duas semanas.

Segundo o representante sindical, até à data de hoje as empresas justificam que o Governo tem que publicar o PIR para regular o mercado para que elas possam cumprir o Acordo Colectivo de Trabalho (ACT), assinado desde 2017 e que, entretanto, entrou em vigor a 01 de Janeiro de 2018.

“Já esperamos demais depois de tantas negociações e promessas sem nenhum resultado final até agora. Nós, os vigilantes no Mindelo, somos os que estão mais prejudicados em termos de salário, sabendo que nas ilhas de Santiago, Sal e Boa Vista os salários são diferentes,” frisou o delegado sindical. O delegado sindical esclareceu que, ao contrário do que foi dito por Francisco Nascimento, presidente da ANESP, a greve não foi marcada por pressão do SIACSA, mas sim nós “associados do Sindicato de Indústria Geral, Alimentação, Construção Civil, Agricultura e afins é que estamos a pressionar para marcar a greve, porque estamos saturados de tanta espera”.

O delegado sindical que disse falar em nome de 700 trabalhadores de São Vicente que trabalham nas empresas Sepricav, Sonasa e Silmac, declarou que os vigilantes estão “sem poder de compra”, mas recebem exigências das empresas, trabalham “sob ameaças dos clientes e das empresas, sem higiene e segurança no trabalho” e “não têm materiais como bastões para a defesa pessoal”.

Conforme o delegado sindical, o PIR deveria sair a 26 de Novembro, por isso avisou que caso não for publicado vão partir para uma greve a partir de 15 de Janeiro de 2020 porque já estão “cansados com a morosidade quanto ao aumento salarial”.

Com Inforpress

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