Fundo do Ambiente disponibiliza cerca de 8.000 contos para três projectos de questões ambientais em São Vicente

26/12/2019 01:35 - Modificado em 26/12/2019 01:35
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Os três projetos, suportados pelo Fundo do Ambiente, ambos ligados a questões ambientais estão orçados em cerca de 8.000 contos, e foram vencedores de um  concurso destinado a empresas privadas e organizações da sociedade civil.

São eles, o projecto da Associação dos Amigos da Natureza de trituração de garrafas de vidro e sua transformação em blocos e pavês para a construção civil, com um financiamento de 4.500 contos; o projecto da Associação Amigos de Mato Inglês (AAMI), que pretende abastecer o Parque Natural de Monte Verde com mais de seis mil plantas endémicas, cujo financiamento é de 2.400 contos e o projecto da Associação Amigos do Calhau que quer “incrementar ainda mais” o seu Centro de Interpretação Ambiental com o financiamento de 870 contos.

Sobre o projecto de trituração de garrafas de vidro e sua transformação em blocos e pavês para a construção civil, a Associação dos Amigos da Natureza pretende reduzir a poluição com origem no vidro, reduzir a utilização da areia na construção civil e criar empregos.

Este projecto de trituração de garrafas de vidro e sua transformação em blocos e pavês para a construção civil, está agendado para 2020.

O presidente da Associação dos Amigos da Natureza, Aguinaldo David, em entrevista à Inforpress diz que o projecto vai ser desenvolvido com pessoas que residem nas proximidades e trabalham na lixeira da Ribeira de Julião, “sem qualquer vínculo e protecção social e da saúde”.

Aguinaldo David, afirma que o projeto está dividido em três componentes. Primeiro, reduzir a poluição do vidro que se encontra espalhado por tudo quanto é canto, reduzir a utilização da areia na construção civil na ordem de 30 por cento (%), que será substituída por vidro tributado, e dar a esses jovens uma forma de auto emprego”.

“É uma forma de garantir emprego, ao mesmo tempo segurança social e trabalhar a responsabilidade social com essas pessoas. Sabemos que trabalham em condições bastante precárias com grande riscos para a saúde, sem protecção social e com rendimento baixo, apesar das muitas horas de trabalho que fazem dentro da lixeira,” ajuntou o responsável.

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