CEDEAO – Cabo Verde ambiciona ligação do país a outros países da Região, através do Corredor marítimo

24/12/2019 01:29 - Modificado em 24/12/2019 01:29

Declarações feitas pela Presidente da República na sua intervenção por ocasião da 56ª Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CEDEAO.

Para Jorge Carlos Fonseca, esta Cimeira Ordinária da Organização Regional, constituiu uma ocasião propícia para se debruçar sobre temas de pertinência para a região.

Convidado pelo Presidente do Níger, Mahamadou Issoufou, Jorge Carlos Fonseca diz que apesar de Cabo Verde ter ascendido à condição de país de desenvolvimento médio baixo, ainda enfrenta importantes constrangimentos que decorrem de especificidades próprias, nomeadamente, a nossa natureza arquipelágica, que, de certa forma, têm condicionado a nossa integração plena na Região.

O Chefe de Estado cabo-verdiano acrescentou que não obstante alguns ganhos já conseguidos, a realidade actual exige cada vez mais a confluência de esforços e aproveitamento de experiências para fazer face aos múltiplos desafios que se perfilam.

“Continuamos esperançados relativamente ao ambicioso projecto que pretende assegurar a ligação de Cabo Verde a outros países da Região, através do Corredor marítimo: Praia-Dakar-Abidjan. Sabemos das dificuldades financeiras que o projecto poderá, eventualmente, vir a enfrentar. Confiamos, no entanto, na solidariedade regional e na conjugação de esforços de todos para levar avante esse projecto, que, certamente, terá um papel importante na nossa integração na CEDEAO”.

Esse projecto, conforme o Chefe de Estado cabo-verdiano, aliado à ligação aérea iniciada entre Cabo Verde e a Nigéria, irá, seguramente, proporcionar um novo impulso ao processo da integração.

E que devido a “especificidade de Cabo Verde, país insular, de reduzidas dimensões territoriais, justifica uma diferenciação de tratamento que o próprio Tratado prevê”.

E por isso, diz que o país quer ser útil à CEDEAO, tendo em conta que a comunidade “é um espaço económico rico em matérias-primas, o que representa uma oportunidade para Cabo Verde. O nosso país carece de recursos naturais necessários ao seu desenvolvimento económico, especialmente no sector industrial.

“Uma relação político-diplomática forte entre nós, é, a meu ver, o caminho a seguir para podermos potenciar as trocas económico-comerciais e o desenvolvimento da cooperação empresarial e económica”, acrescentando ainda “Devemos, igualmente, criar condições para que as matérias primas da Região CEDEAO sejam transformadas no espaço da CEDEAO, para servir as suas populações”.

A supressão das barreiras fictícias seria o primeiro passo para uma real integração económica no nosso espaço. Suprimindo tais barreiras, a internacionalização das nossas empresas e a realização de investimentos sob a forma de joint-venture ficariam, sobremaneira, facilitadas, finalizou Jorge Carlos Fonseca.

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