Ceia de Natal é sempre uma preocupação para as famílias

24/12/2019 01:03 - Modificado em 24/12/2019 01:04
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É já esta noite a tradicional Ceia de Natal e com ele, as preocupações com o que se deve ou se pode pôr na mesa para a ceia, um contraste entre muitas famílias mindelenses e não só.

Mercados, supermercados e lojas em São Vicente estiveram bastante movimentados, na segunda-feira, 23, e espera-se bastante afluência nesta terça-feira, já que muitos beneficiam da tolerância de ponto durante todo o dia.

Pela ronda que fizemos foi possível ver homens e mulheres chefes de famílias, procederam às habituais compras para preparar a ceia natalícia. Com o aumento, para uns ligeiro e para outros significativo, os preços dos produtos, a ideia inicial é sempre não gastar muito, pois as prendas já consomem grande parte do orçamento e ainda há que contar com as comemorações do Fim-de-Ano.

As ruas do centro da cidade do Mindelo a azáfama era muita com foco na compra dos presentes que, à boa maneira crioula, ficam sempre para a última hora.

Embora os preços tenha registado uma subida, a movimentação e procura nos estabelecimentos comerciais era muita, tendo em vista a preparação para a ceia de Natal, noite que serve para reunir a família e os amigos à mesa.

O NN numa ronda feita pela cidade neste dia que antecede a habitual ceia natalícia, conversou principalmente com algumas donas de casa que se mostraram ansiosas e também preocupadas com o que comprar para evitar custos elevados em tempos difíceis.

Rosalina Martins diz estar ansiosa para a ceia de Natal, referindo que mesmo com o pouco dinheiro, conseguiu comprar de tudo um pouco para que na mesa não falte nada. “Mesmo com o pouco dinheiro, optei por uma compra com mais qualidade, porque hoje em dia consumimos muitos produtos que não fazem bem à saúde. Quero oferecer a minha família um jantar saudável” assegura.

Os chefes de família também colaboram nesta missão de comprar produtos para a confeção do jantar da noite de 24 de Dezembro. Foi assim que nos deparamos com José Alves, à porta de um estabelecimento comercial preparado para comprar produtos alimentícios e algumas prendas para um dos dias mais aguardado do ano, para os cristãos em especial.  “A minha mulher não está em Cabo Verde. Pela primeira vez vai ter uma ceia de natal sem ela. Como tal tenho que assumir as funções deixadas por ela e comprar aquilo que me compete para agraciar a minha família com um bom jantar e prendas. Peru e bacalhau não podem faltar na ementa principal” atira com convicção.

Se há alguns com maior poder de compra e sem olhar muito para os preços, outras chefes de família, como é o caso de Arminda Conceição, mesmo com os preços que considera ser “exagerados”, a ceia não tem que cumprir especificamente um roteiro de receitas dispendiosas que muitas vezes podem extrapolar o poder de compra. “Comprei produtos mais baratos, tais como peixes e carnes que estão dentro do orçamento. Não posso ir aonde os braços não podem alcançar” frisa.

Na mesma senda, Maria Fortes, vinca que as compras são voltadas para produtos que não acarretam muito custo, porque em sua casa celebram o natal de uma forma simples, cujo objetivo é unir a família para que possam passar a noite da consoada e o dia de Natal em harmonia. “O mais importante de tudo é estarmos com saúde e em família. Somos de uma família humilde, mas a felicidade sempre reina na nossa mesa” disse-nos esta mindelense. 

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