S. Vicente: Máquinas de depósitos automático inoperacionais há vários meses

24/12/2019 00:05 - Modificado em 24/12/2019 00:05
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Implementadas em Cabo Verde em 2015, as primeiras caixas de depósitos automáticas encontram-se avariadas em todas as agências do Banco Comercial do Atlântico (BCA) em S. Vicente, banco este que foi o precursor da iniciativa.

Se o movimento junto aos balcões durante o ano inteiro já é muito e até que um cliente consiga ser atendido é demorado, durante a época festiva mais complicado se torna. Ou seja, quem tem contas a pagar ou precisa fazer depósitos ou levantamentos junto das caixas fica à espera mais que o tempo normal. Às vezes grande parte de uma manhã ou de uma tarde.

A implementação das caixas de depósito surgiram com o objetivo de diminuir a afluência de pessoas às caixas no interior das agências e de modo a facilitar as operações de depósitos de forma “autónoma, rápida e segura”, conforme o BCA.

No entanto já lá vão vários meses que estas máquinas que são usadas para fazer depósitos, entre outros, encontram-se avariadas, sem mencionar o facto de, quando se encontravam em funcionamente, existir o problema de retenção de notas.

De acordo com alguns clientes que possuem conta neste banco, este é um problema que a instituição precisa resolver o quantos antes possível, para o bem tanto dos clientes como da instituição.

“Passamos horas dentro do banco. Primeiro o atendimento não é das melhores, depois de quiseres fazer algum depósito tens que esperar e muitas vezes temos que cancelar outros afazeres para passar toda uma manhã à espera”, conta uma utente.

“Resumindo, há duas semanas que estou sem meio de pagamento e com despesas inerentes que tenho de ser eu a cobrir”, desabafa outro cliente queixando-se da morosidade do atendimento.

Este tipo de operações rápidas, serve, conforme o banco, para que o cliente possa efetuar o seu depósito em notas, de forma autónoma, rápida e segura e o montante depositado estará disponível na conta do beneficiário no máximo 30 minutos após a operação, diz um comunicado da entidade bancária.

Na opinião de um outro cliente a solução passa pôr colocar as máquina a funcionar devidamente de forma a servir os propósitos para o qual foram ali foram postas. Servir os utentes de forma “autónoma, rápida e segura”, conforme propala o BCA, permitindo depósitos 24 horas por dia e assim evitar as longas e intermináveis filas no interior das agências.

“Se alguém tiver de fazer algum depósito durante um fim-de-semana tal torna-se impossível, levando a esperas de mais de 24 horas para conseguir efetuar tal operação”.

Portanto, afirma que se queremos atingir o patamar de desenvolvimento desejável, o sistema bancário tem de estar a altura das demandas. No entanto, diz que “o que acontece é estarmos ainda no método tradicional de atendimento do século passado sem tirar partido do que as novas tecnologias nos oferecem”.

Não foi possível, até ao fecho desta peça, trazer uma reacção das agências do BCA no Mindelo mas prometemos regressar ao assunto a seu tempo.

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