França anuncia realização de primeiro ataque com drone armado no Mali

23/12/2019 23:49 - Modificado em 23/12/2019 23:49
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O Ministério da Defesa francês anunciou hoje que realizou o seu primeiro ataque com veículos aéreos não tripulados (drones) armados no Mali, tendo matado sete membros de grupos armados extremistas no centro do país durante o fim de semana.

A França junta-se assim a um grupo de países, que inclui os Estados Unidos, que recorre a esta tecnologia para o ataque a alegados grupos armados.

O lançamento deste drone armado foi feito cerca de um mês depois da colisão de dois helicópteros no Mali, no qual morreram 13 soldados durante uma ofensiva contra os grupos armados neste país.

Num comunicado emitido hoje, o Ministério da Defesa francês refere que o ataque do drone aconteceu no sábado, durante a visita do Presidente de França, Emmanuel Macron, à vizinha Costa do Marfim, onde Paris tem uma base militar.

Nesse dia, Macron anunciara já que as forças francesas tinham matado 33 “extremistas”.

A ofensiva remota tinha como alvos grupos ‘jihadistas’ na floresta de Ouagadou, onde um grupo conhecido como Frente de Libertação do Macina está ativo.

“Ao trabalhar num ambiente difícil, numa região densamente florestada, esta ação foi possível graças ao trabalho no terreno apoiada pela componente aérea”, referiu o ministro.

As forças militares francesas testaram de forma bem-sucedida um drone militar na semana passada, com a ministra da Defesa, Florence Parly, a considerar que estes veículos não tripulados são “protetores” das tropas e “eficazes contra os inimigos”.

A ministra defende que a sua introdução vai permitir às tropas francesas operar com maior discrição, tendo insistido que França vai utilizar estes ‘drones’ enquanto respeita as normas dos conflitos armados.

A utilização de drones armados é um assunto sensível em França, em parte porque o uso destes aparelhos pelos Estados Unidos já matou vários civis no Afeganistão e na Somália.

França tem deslocados 4.500 militares e funcionários pela África Ocidental e Central, sendo que Macron irá discutir, no próximo mês, o futuro da presença das suas Forças Armadas na região do Sahel.

A instabilidade que afeta o Mali começou com o golpe de Estado em 2012, quando vários grupos rebeldes e organizações fundamentalistas tomaram o poder do norte do país durante dez meses.

Os fundamentalistas foram expulsos em 2013 graças a uma intervenção militar internacional liderada pela França, mas extensas áreas do país, sobretudo no norte e no centro, escapam ao controlo estatal e são, na prática, geridas por grupos rebeldes armados.

A 31 de julho de 2019, Portugal estava representado na missão das Nações Unidas no país, a MINUSMA, por dois militares e um polícia, a que se somam nove militares (cinco oficiais, três sargentos e um praça) na Missão Europeia de Treino Militar-Mali (EU-EUTM).

Por Lusa

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