Golden Tulip vai criar 250 postos de trabalho directos e obra terá entre 300 a 500 trabalhadores

23/12/2019 01:52 - Modificado em 23/12/2019 01:52
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Foto: METRO URBE

Constituído por dois imóveis, o projeto hoteleiro Golden Tulip Mindelo, um empreendimento quatro estrelas e cujas obras devem arrancar, efetivamente, no primeiro trimestre de 2020, tem prevista a sua abertura para Dezembro de 2021.

Com capacidade para 169 quartos na primeira fase e com possibilidades de na segunda fase aumentar para 214 quartos. O mesmo comportará um centro de conferências com 600 lugares que também será explorado pelo hotel e que vai apoiar a atividade cultural no Mindelo, o empreendimento será mais uma valia a nível de turismo na ilha, assegura a promotora da obra. Exceptuando o cargo de diretor-geral, todo o restante staff do hotel, duzentos e cinquenta postos de trabalho, será recrutado localmente.

Avaliado em cerca de 29 milhões de euros, o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, assegura que este investimento, a par de outros projetos também visitados em São Vicente este fim-de-seman, são de grande importância para ilha, alegando que São Vicente estava a precisar “deste momento de viragem”.

Um momento, que conforme o executivo, cria uma grande dimensão para a economia de São Vicente, particularmente no sector como o turismo. Com estas construções, Ulisses Correia e Silva aponta, mais emprego, mais atividades de oferta  turistica, mais transporte aéreos mais serviços de restauração, entre outros.

E que estes projetos vão transformar São Vicente num destino “turismo de facto”, destaca.

Representante da promotora Matiota Investimentos, Alexandre “Xazé” Novais, classifica o lançamento desta obra como um momento importantíssimo de viragem da construção do destino de Mindelo, com qualidade, que possa levantar não só a economia desta ilha, da região e de todo o país.

Novais explica que este empreendimento turístico, que vai nascer já no próximo ano, nas imediações da praia da Laginha, ao lado da Escola Técnica do Mindelo, será explorado pela cadeia Louvre Hotel, segundo maior grupo hoteleiro europeu e quarto a nível mundial.

Prevista para ser construído entre 18 a 22 meses, Alexandre Novais diz que será “algo que terá impacto directo e imediato” e destaca a importância da parceria com as autoridades nacionais que, conforme apontou, estiveram desde de 2014, data da primeira assinatura, com a então Cabo Verde Investimentos, na legislatura anterior. Na fase da construção serão contratados entre 350 e 500 trabalhadores.

Por isso, avança que um projeto desta dimensão, com um empresário cabo-verdiano, seria “impossível” sem ter a parceria do governo, realçando que os investimento tem que acompanhar a vontade das autoridades para ser “credível, financiado e visto com olhos, que merece este apoio”.

O hotel que numa segunda fase, vai ocupar um dos espaços da Alfândega do Mindelo, terá de ser indicado um novo espaço para a construção das novas instalações, obra que vai ser executada pelos próprios promotores do hotel.

Por seu lado, o presidente da Câmara Municipal, Augusto Neves, diz que São Vicente vai ter o desemprego reduzido graças a estas obras.

“São Vicente vive momentos diferentes, já ultrapassamos os 95 mil habitantes, sentimos isso diariamente”, afirma Neves que diz que a confiança depositada neste executivo, está tendo resultados.

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