Mindelenses descrentes quanto à reativação da linha aérea São Vicente-São Nicolau

23/12/2019 00:33 - Modificado em 23/12/2019 00:33
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Depois de ter eliminado os voos diretos entre São Vicente e São Nicolau, o que na altura gerou uma grande onda de insatisfação, o Governo voltou atrás na decisão e decidiu emendar o decreto-lei que determina a obrigatoriedade de as companhias aéreas que operam ligações nas linhas domésticas de ligar estas duas ilhas do norte do arquipélago.

Por estes dias várias foram as criticas direcionadas ao Governo sustentado pelo MpD, por ter eliminado os voos entre São Vicente e São Nicolau, entendendo os mesmos que isso aumenta ainda mais a dificuldade de ligação entre estas duas ilhas vizinhas do norte do país.

Entretanto, através do ministro dos Transportes, José Gonçalves, reiterou que a retirada dos voos nesta linha, constituiu um lapso por parte do executivo, pelo que irá ser reposta novamente, com a emenda do decreto-lei 54/2019 de 10 de Dezembro publicada no Boletim Oficial, que visa incluir tarifas sociais em todas as viagens domésticas.

Ora, quem não acredita na boa-fé do Governo em voltar atrás são alguns mindelenses abordados por este online. Estes consideram ser uma “tremenda falta de respeito” para com a população do norte do país. “Não acredito minimamente na boa-fé do Governo em voltar atrás na sua decisão. Foi retificada devido a pressão, porque se não fosse isso, iria ficar igual. Como é possível um decreto-lei passar por tantas mãos e ninguém der pela falta desta ligação” afirma João Delgado.

Por sua vez, Jaime Pinto, considera que não entende as decisões deste Governo, e vai mais longe, vincando que este executivo toma algumas decisões “sem pés nem cabeça” o que coloca a seriedade deste governo em causa. “Voltar atrás numa decisão dessas é como tentar tapar o sol com uma peneira aos olhos das gentes de São Vicente e de São Nicolau. Sinceramente não merecemos estes tipos de decisores políticos que têm que tomar duas decisões para acertar uma. Isto não pode continuar a acontecer” frisou este mindelense.

Na mesma linha são as afirmações de Jorge Duarte, dizendo não entender quais são as pretensões do Governo na tomada de decisão do tipo. Este assegura que o dossier passou por muitas pessoas e que “estranhamente” ninguém deu conta que esta ligação não constava no documento. “Isto não é o tratamento que merecemos! Erros do tipo são grosseiros e difíceis de se aceitar” rematou, pedindo mais atenção aos governantes.

“A decisão do Governo é boa pois incluir tarifas sociais em viagens domésticas vêm ajudar muitos cabo-verdianos. Mas o Ministério agiu mal em deixar de fora, numa primeira decisão, estas duas ilhas, onde as ligações sejam marítimas ou aéreas, por si só já são muito complicadas. Foi uma falta de respeito aos povos destas duas ilhas. Sinceramente não acredito na boa-fé deste volte-face do Governo” esclarece Constantina Cruz.

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