Mindelenses duvidam que PN dê conta da fiscalização da nova lei do álcool nesta época festiva

20/12/2019 01:50 - Modificado em 20/12/2019 01:50
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A Polícia Nacional (PN) já deu a conhecer o seu plano para a quadra festiva na ilha de São Vicente, com principal enfoque para a nova lei do álcool, que segundo a entidade, será fazer cumpri-la autuando pessoas ou grupos que encontrar a consumir álcool na via pública por esta quadra festiva, inclusivamente no dia de São Silvestre.

Conforme avançou o chefe do Corpo de Intervenção e Serviço de Piquete, Madelino Luz, esta época normalmente aumenta a apetência ao consumo de bebidas alcoólicas e, para quem conhece como os mindelenses celebram a passagem de ano, sabe que não é uma tarefa fácil para a Polícia.

Ora neste sentido, admite que a fiscalização do cumprimento da nova lei do álcool, será uma missão difícil, e por isso pede a colaboração da população neste sentido, tendo em conta a densa movimentação que se regista na cidade durante a passagem de ano.

Para alguns mindelenses, abordados pelo NN, as opiniões são unânimes em afirmar que Cabo Verde e sobretudo São Vicente, não está preparada para ter uma lei desta magnitude principalmente por estas ocasiões festivas, pois não há condições humanas e nem infraestruturas capazes de fazer face a este mal social que flagela a população cabo-verdiana.

“A nova lei do álcool, até poderá está a surtir efeito, mas nestas épocas do ano é que se vê o verdadeiro impacto de uma lei desta natureza, porque já sabemos como os mindelenses gostam de festejar a passagem do ano, principalmente na Rua de Lisboa e Av. Marginal onde se concentram milhares de pessoas” frisa Manuel da Luz.

Já Mónica Pinto, aclara que a PN deverá fazer o seu trabalho de fiscalização e prender os infratores, mas assegura que é complicado controlar o consumo de bebidas alcoólicas na via pública perante a moldura humana que se desloca ao centro da cidade para festejar a passagem de ano. “Se prenderem 1000 pessoas, não sei onde é que os vão colocar. Este é um dos pontos que estou em desacordo com esta lei. Não podem ser criadas lei quando não temos capacidades para as fazer cumprir” assegura.

Por sua vez, Renato Pires pede mão pesada da PN em casos de violação da lei do álcool, mas sublinha que é complicado fazer valer uma lei desta magnitude em São Vicente, por altura desta quadra festiva e também do Carnaval, onde o consumo de álcool pelas vias públicas tornou-se numa prática comum.

“Sem o reforço da PN com mais efetivos e dotar a ilha com mais postos policiais, será difícil fazer a fiscalização com rigor desta lei. Falo concretamente de São Vicente, porque não conheço a realidade das outras ilhas, mas julgo que estão a passar pelo mesmo problema. Quero ver como a PN vai agir para gerir a forma eufórica como os mindelenses festejam a passagem de ano” vinca este sanvicentino.

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