Fábio Ramos vencedor do TMC assegura que a morna é o seu perfil e lança repto para outros jovens seguirem este legado

16/12/2019 14:21 - Modificado em 16/12/2019 14:21
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Fábio Ramos vencedor do concurso musical Todo Mundo Canta (TMC) a nível regional por São Vicente e nacional, afirma que a morna é o seu perfil e lança o repto para que mais jovens dêem continuidade ao legado deste género musical que acaba de ser elevado a Património Imaterial Histórico da Humanidade.

Natural de São Nicolau e residente há alguns anos em São Vicente, o vencedor do TMC  2019, Fábio Ramos, aclara que se revê na morna e por isso quer levá-la “até onde conseguir”, assegurando que já tinha esta ideia de morna como sua “base para agarrar” mesmo antes do género ser consagrado como Património Cultural Imaterial da Humanidade, mas, agora “mais do que nunca”.

Entre idas e volta pelo estrangeiro, Fábio Ramos acrescenta que o concurso fez “realçar a vontade que tinha de cantar morna e a música cabo-verdiana”, pelo que agora espera dar seguimento com mais afinco à carreira profissional.

“Para nós cabo-verdianos, que tocamos e fazemos morna, ela parece fácil, mas não. É um estilo bastante complicado e tem muitos pormenores para pessoas que a ouvem de fora e a querem tocar”, acredita o cantor, para quem é o cabo-verdiano que “dá a essência e coloca aquilo de sangue e acaba por fazer aquilo que a morna é” enalteceu.

Conforme Fábio Ramos, a morna é a nossa base e raiz, pelo que deve ser pegada com ambição e fulgor, porque só assim chegar-se-á aos resultados pretendidos. “Não podemos deixá-la morrer”.

Neste âmbito, Fábio Ramos promove nesta sexta-feira, 20, um concerto intitulado “Obrigado Soncent”, que assegura ser de agradecimento a todos que têm seguido o seu trabalho e dado apoio e força, desde a participação no TMC até à presente data.

“Foi uma experiência única e onde aprendi muita coisa. Começou a ser vista de uma outra forma, tanto em São Vicente como noutras ilhas de Cabo Verde” frisou.

Para isso, este concerto, assegurou, contará com os convidados Jorge Sousa, Bau e Tito Paris, músicos com quem tem convivido nestes últimos tempos.

Sobre projetos futuros o jovem cantor disse ter na gaveta “várias composições” de música cabo-verdiana e outras e está “à espera de uma oportunidade para as lançar”.

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