Mindelenses reagem a tolerância de ponto concedida pelo Governo nos dias 24 e 31 de Dezembro

12/12/2019 01:25 - Modificado em 12/12/2019 01:25
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O Governo anunciou esta quarta-feira, 11, tolerância de ponto aos funcionários públicos e agentes do Estado, dos Institutos Públicos e Autarquias Locais no dia 24 e segundo período do dia 31 de Dezembro para celebrarem o Natal e Fim de Ano. Uma medida que caiu de bom grado no seio de muitos mindelenses, mas… nem todos.

De acordo com a resolução aprovada pelo Conselho de Ministro, a tolerância “aplica-se a todos os funcionários do Estado, Institutos Públicos e Autarquias, feitas as necessárias ressalvas nos termos legais”. Uma resolução que não se aplica a algumas autoridades que trabalham de forma ininterrupta.

Em entrevista a alguns cidadãos pela cidade do Mindelo, o NN tentou saber o que acham desta resolução. E as reações foram variadas. Isto porque para muitos, a tolerância de ponto não serve para todas as pessoas e outros afirmam que devido à sua importância, é justa a concessão da tolerância de ponto neste dia tão especial não só para os cristãos, mas para todos os cidadãos do mundo de uma maneira geral.

Jorge Lopes, natural de São Nicolau, afirma que a tolerância de ponto é compreensível porque desta vez será possível viajar para a sua ilha natal, para celebrar o natal junto com a família. “No ano passado isso não foi possível porque não houve tolerância de ponto, mas desta feita, sinto-me feliz” rejubila.  

Por sua vez, Carla Pires, diz que nunca entendeu a questão da tolerância de ponto em Cabo Verde, isto porque na sua óptica, os cabo-verdianos querem outras soluções e não tolerâncias de pontos. “E como serão as festas de Natal e Fim de Ano se o tão prometido 13º mês não existe”, questiona esta cidadã, que garante que de ano para ano, “o dinheiro para as compras do Natal é cada vez menos”, aliás como ela mesmo disse “quase não é visto”.

Em relação ao facto dos profissionais de Saúde, Forças Armadas, Polícia Nacional, Polícia Judiciária, Guardas Prisionais, Guardas e Vigilantes, bem como dos profissionais que trabalham em regime ininterrupto cuja presença se torne imperiosa, a opinião é clara.

Estes dizem sentir muito porque alguns não vão poder celebrar com as suas famílias, mas por outro lado, acreditam que seria difícil festejar nestes dias sem Polícia, profissionais de saúde, transportes, minimercados, Alfândega, etc.

Entretanto, os funcionários do sector privado estão sujeitos às determinações de horário das suas empresas.

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