Cabo-verdiana que abandonou bebé no lixo esteve institucionalizada em Cabo Verde

9/12/2019 00:17 - Modificado em 9/12/2019 00:17
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Após ser negado pelo Supremo Tribunal de Justiça, o pedido de habeas corpus da mulher que abandonou o filho recém-nascido num ecoponto em Lisboa, imprensa portuguesa trás novos contornos sobre o caso.

A mulher, de 22 anos, que vivia na rua, sem-abrigo, está em prisão preventiva na cadeia de Tires por suspeitas do crime de homicídio na forma tentada, por ter abandonado o filho recém-nascido num caixote do lixo..

A família garante que não sabia que Sara Furtado vivia na rua, muito menos que estivesse grávida, e que a jovem, que falava frequentemente com a mãe e com os irmãos, sempre lhes foi dizendo que tinha um trabalho e que vivia com o namorado. Sara Furtado encontra-se em prisão preventiva no Estabelecimento Prisional de Tires,

De acordo com o Observador, Sara Furtado, esteve institucionalizada durante 13 anos, em Cabo Verde.

Segundo a RTP, a mãe, Manuela Correia, entregou dois dos três filhos à Aldeias Infantis SOS — um deles, Sara —, em 2002, porque não tinha possibilidades económicas de ficar com eles. Em 2008 veio para Portugal e só conseguiu reunir a família em 2017, quando Sara já tinha 19 anos

Entregue a instituição com cinco anos, pela mãe Manuela Correia em 2002, juntamente com o  irmão de apenas cinco meses. A versão da mãe, conforme a RTP, é que ambos tinham problemas graves de saúde e precisavam de ser acompanhados por médicos.

A versão da instituição é que ela abandonou os filhos para conseguir ficar num trabalho de doméstica onde podia ficar a dormir, mas apenas, com um dos filhos. Era esta a condição.

Como tinha três, acabou por ficar com um e deixar os outros na instituição, em Setembro 2002, disse Alcides Moreira, diretor da casa de acolhimento.

Manuela Correia viajou para Portugal em 2008, sem os dois filhos, mas com o objectivo de um dia trazê-los para junto de si. De acordo com a Aldeias Infantis SOS, a mãe foi sempre mantendo “contacto frequente” com Sara e com o irmão, com quem falava “com muita frequência”. Quatro anos depois, em 2012, enviou uma carta à associação a pedir ajuda para trazer os filhos para Portugal, assegurando que já tinha condições económicas. O que viria a acontecer em 2017, quando Sara, já com 19 anos, veio directamente da instituição para Lisboa.

Sara Furtado encontra-se em prisão preventiva no Estabelecimento Prisional de Tires, por suspeitas do crime de homicídio na forma tentada, por ter abandonado o filho recém-nascido num caixote do lixo.

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