São Vicente: Comunidade estudantil é alvo de campanha de sensibilização da nova lei do álcool

4/12/2019 23:51 - Modificado em 4/12/2019 23:51
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Com a preocupação do uso do álcool cada vez mais cedo em Cabo Verde, a Comissão de Coordenação do Álcool e outras Drogas, (CCAD), incidiu em São Vicente, no ISCEE, a campanha de sensibilização junto dos estudantes e da comunidade educativa da ilha.

O evento que tem como objetivo debater e esclarecer os aspetos da referida lei e simultaneamente sensibilizá-los, para a necessidade de uma ação conjunta nesta matéria, de forma a darem o seu contributo à sua implementação e fiscalização. 

A contestada nova lei do álcool entrou em vigor a 05 de Outubro, em Cabo Verde, e proíbe a venda de bebidas alcoólicas em quiosques, barracas e cantinas, além do consumo na via pública e nos locais de trabalho públicos e do setor privado, bem como a venda de bebidas alcoólicas a menores de 18 anos, está a ser socializado em São vicente junto da comunidade estudantil.

Para Raquel Estrela, Psicóloga Clínica da Comissão de Coordenação do Álcool e outras Drogas, esta campanha incide na camada estudantil, porque um dos fundamentos da lei é a proteção da saúde das crianças e jovens. “Dada a nossa preocupação do uso do álcool cada vez mais cedo em Cabo Verde, essa lei veio fundamentalmente proteger a saúde de todos os cidadão e principalmente dos jovens”.

Em vigor desde do dia 05 de Outubro, esta campanha tem sido organizada em diversas instituiçõesde ensino do país, organizações empresariais, ONG’s, comunidades religiosas e tem como base alcançar todas as comunidades académicas no país. “Os que não pudermos, os nossos parceiros estão a dar a sua colaboração”, refere a psicóloga.

Além da campanha de sensibilização, a CCAD tem feito uma campanha de recolha de contribuições de forma a melhorar a sua implementação e fiscalização. “Temos o prazo de um ano para recolher contribuições e sugestões, porque o objetivo, de facto, é que seja feita da melhor forma para alcançarmos o que queremos na comunidade e não deixar ninguém insatisfeito”, destaca esta profissional de saúde.

Raquel Estrela afirma que, embora tenha levantado diversas polémicas, esta lei serve para proteger a saúde de todos os cabo-verdianos.

Uma das maiores preocupações da população, segundo a CCAD, prende-se com o consumo do álcool nas esplanadas. É que as esplanadas têm licença para colocar cadeiras na rua. “É via pública, mas tendo licença das Câmaras Municipais, as entidades fiscalizadores não conseguem agir”.

Outra preocupação é que a lei permite o consumo, a venda de bebidas alcoólicas nos festivais. No entanto, relembra que no país o que não falta, são festivais e as festas de romarias que estão a ser transformados em festivais.

Entretanto, o maior de todos os problemas é a fiscalização. “As pessoas levantam esta questão de que a fiscalização, ou não funciona ou é insuficiente. Infelizmente temos poucos recursos humanos para dar resposta a todo o país” e por isso, Raquel Estrela apela a população a ser fiscalizador.

Por isso assegura que a Comissão está a criar todos os meios para criar uma linha verde de denuncias exclusivamente relacionadas com o álcool.

A nova lei foi aprovada pelo Parlamento cabo-verdiano em março e promulgada a 1 de abril pelo Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, promotor da campanha “Menos Álcool, Mais Vida”, que visa contribuir para a diminuição do uso abusivo e da dependência do álcool no país.

Elvis Carvalho

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