Praça Estrela uma diversidade cultural oriunda de vários pontos do mundo onde o negócio já conheceu dias melhores

4/12/2019 00:36 - Modificado em 4/12/2019 00:37

A Praça Estrela, situada no coração do Mindelo, transformou-se, com o passar dos anos, num verdadeiro centro comercial com vendedores oriundos de vários pontos de África e não só, que trazem a sua cultura através das suas peças tradicionais. Apesar da pouca saída muitos acreditam que dias melhores estão por vir.

Negociantes provenientes da Costa do Marfim, Guiné-Bissau, Senegal, Nigéria, Brasil, entre vários outros países, ostentam uma variedade enorme de produtos, porém de costumes, cultura e modos de vida distintos e que se concentram num pequeno espaço.

De acordo com o senegalês Lamine Malle, profissional voltado para a venda de vestuário, residente há cerca de oito anos em São Vicente, o negócio já conheceu dias melhores, estando neste momento num declínio acentuado. “Neste momento o negócio está mal, com poucas vendas. Se venderes hoje, amanhã não consegues” revela.

Com a mesma opinião encontramos Zico Monteiro, natural de Santiago, residente em São Vicente há já onze anos, especialista em artesanato, que diz que os tempos mudaram e muito, explicando que as vendas caíram drasticamente. Este esclarece que com o passar dos anos, foi surgindo um maior número de barracas o que fez com que as vendas diminuíssem.

Zico assegura que para além do Mindelo, devido a fraca saída dos produtos, procurou por um novo mercado, estando neste momento a produzir e a exportar para a ilha do Sal, e conforme o mesmo tem tido uma boa aceitação.

Vivendo em Cabo Verde há pouco mais de 3 anos, o costureiro guineense João Lopes, realça que apesar de pouco tempo em Cabo Verde, o negócio tem deixado lucros, devido a novidade implementada para confeccionar das suas peças. “Estou ganhando o meu espaço. Aqui há muitos costureiros experientes que já têm o seu mercado. Mas com as novidades que trago da minha terra espero dar alegrias para os clientes que procuram por coisas novas” sustenta.

Um dos constrangimentos maiores apresentados por estes comerciantes, até então, tem sido a obtenção dos documentos de residência que se estende já há vários anos. Um documento essencial para a livre circulação, sobretudo para quem vive deste negócio.

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