Cabo Verde produziu em seis meses 4,5 milhões de litros de aguardente

4/12/2019 00:15 - Modificado em 4/12/2019 00:15

Durante os meses de janeiro a junho, período destinado à produção da aguardente em Cabo Verde, produz-se 4,5 milhões de aguardente puro.

Envolvidos neste processo estão quase três mil pessoas, facto demonstrativo de “tanta disponibilidade” do álcool no arquipélago, sobretudo nas ilhas onde se produz esse tipo de bebida, segundo a Inspeção-geral da Actividade Económica (IGAE).

Para este organismo, tanta disponibilidade desta bebida, resulta em um problema de saúde pública. A directora de Serviço, Inspecção e Controlo da IGAE, Sara Pereira, explicou que a lei do álcool, em vigor desde Outubro, tem o propósito de restringir o consumo, com vista a “minimizar os estragos” que este fenómeno tem provocado na saúde das pessoas, sobretudo jovens.

Sara Pereira, que esteve, em Santo Antão, presente num colóquio sobre o alcoolismo, defende a necessidade de se trabalhar a questão de qualidade da aguardente, evitando que se continue a introduzir no mercado um produto sem a comprovação sanitária.

Em termos de fiscalização, a directora de Serviço, Inspecção e Controlo da IGAE enalteceu “alguns ganhos” conseguidos entre 2018 e 2019, período em que se fez a apreensão e destruição de produtos em fermentação sem os requisitos exigidos, além de bebidas sem a comprovação sanitária.

No caso de Santo Antão, que possui uma das maiores taxas de consumo do álcool em Cabo Verde (média de 17 litros/ano, por pessoa), as autoridades de saúde falam em “uso crónico do álcool no dia-a-dia e um padrão de consumo muito elevado”.

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