Monteiro pede ao Governo soluções para problemas da Boa Vista

2/12/2019 17:01 - Modificado em 2/12/2019 17:01
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O líder da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID), António Monteiro, solicitou, depois de uma visita de dois dias à ilha da Boa Vista, a interferência do Governo diante dos muitos problemas encontrados nesta ilha.

Estas declarações à Inforpress foram prestadas no balanço da visita efectuada à ilha da Boa Vista no passado fim de semana. Monterio aclarou que foi uma visita partidária onde o objetivo era o de ficar a par das dificuldades da população da ilha e desenvolver as atividades necessárias para que a UCID possa ganhar uma outra dimensão naquela ilha.

Após uma visita a quase todos os povoados da ilha e ter feito contactos com a população, António Monteiro salientou que desde logo “as pessoas reclamaram muito relativamente à problemática da saúde no que diz respeito à falta de especialistas. Entendemos que o Governo deverá fazer um esforço no sentido de se poder garantir, pelo menos, alguma especialidade aqui na ilha da Boa Vista para que os cidadãos cabo-verdianos e todos aqueles que procuram a ilha para desenvolverem as suas atividades do dia-a-dia, possam ter a tranquilidade, caso for necessário especialistas nas diversas áreas da saúde”.

No âmbito de uma visita realizada na zona de Finassom, localizada na cidade de Sal-Rei, o líder da UCID, avançou que, os moradores dessa zona, não têm quaisquer condições no que toca, o saneamento, a eletricidade e a água.

“Infelizmente é uma situação periclitante, uma situação que pessoalmente conheço há muito anos e que, infelizmente, continua”.

Para a UCID, o Governo tem que intervir nessa problemática, com o projeto Casa para Todos, de forma a resolver este problema cuidadosamente, visto que estes moradores não apresentam no que foi observado, condições financeiras para arcarem com as rendas.

“Segundo eles mesmos, foram informados, a haver a mudança dessas pessoas para a Casa Para Todos terão que pagar valores exorbitantes, tendo em conta as suas capacidades financeiras”.

António Monteiro diz ainda que a falta de água e a água de má qualidade em algumas zonas da ilha é algo que deve merecer uma especial atenção por parte do governo e das autoridades locais.

“Também em relação à água de consumo, principalmente na zona de João Galego, foi-nos colocado a questão da péssima qualidade de água com um teor de sal elevadíssimo o que, como se pode depreender, acaba por constituir um problema grave de saúde pública. Entendemos que é preciso analisar estas questões e encontrar as soluções necessárias para que os moradores de João Galego possam ter água de qualidade que lhes garanta melhor saúde”, anunciou.

O presidente da UCID relatou, também, a indignação dos criadores de gado, visto que com a demora das chuvas e com tanto tempo de seca, muitos tiveram prejuízos, sendo que muitos animais morreram com a seca. Outra questão que apavora os criadores de gado, são os cães vadios, que andam a comer o gado das famílias, que é o sustento de muitos. Questão esta que nunca mereceu a atenção das autoridades da ilha. “Entendemos que o Governo deverá encontrar, juntamente com as ONG que têm tido preocupação na defesa destes animais, uma solução para que esta “matança” de gado não seja dada continuidade porque está a criar dificuldades nas famílias que vivem desta mesma criação”, concluiu.

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