Prémio Djoy Soares 2019 repartido por artesãos de Santo Antão e Santiago

2/12/2019 01:23 - Modificado em 2/12/2019 01:23
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Mestre Oleiro Djoy Soares Foto: WordPress

O artesão Luís Lopes, de Santo Antão e Adalberto Varela, de Santiago, foram os grandes vencedores do prémio Djoy Soares do URDI 2019, artesão de Ribeira Bote falecido em finais de Março de 2018, ele que fazia peças utilitárias de barro, trabalho esse desenvolvido por mais de vinte anos.

De acordo com os membros do júri foi “muito difícil” a escolha de um vencedor, devido a muita qualidade existente em todos os trabalhos apresentados pelos artesãos, mas referindo que os vencedores mereceram o prémio, porque enriqueceram o artesanato.

Devido a muita diversidade, inovação e criatividade, Albino Nascimento garantiu que o URDI é um exemplo de que a produção artesanal está viva e em transformação. Augurando que este evento possa ser realizado por “muitos e bons anos” devido a muita qualidade e propostas criativas apresentada pelos artesãos de todas as ilhas de Cabo Verde.

Por isso explica que decidiram atribuir dois prémios Djoy Soares, nas categorias de Inovação e Tradição. O prémio Inovação coube a Sandália do artesão, Adalberto Varela, natural de Santiago, mas residente em São Vicente. Segundo o corpo de jurados Adalberto Varela, destacou-se pela reutilização dos materiais descartados e pela nova aplicação das técnicas tradicionais locais.

Adalberto Varela

Adalberto Varela vincou que recebeu o prémio com “enorme alegria” e com “muita surpresa” porque não esperava tal distinção, explicando isso com o facto de em São Vicente haver muitos artesãos e de muita qualidade. “Na confeção da sandália utilizo a técnica de maceramento e a arte de marinharia” explica este artesão, vincando que esta técnica é utilizada já há muitos anos por marinheiros e que já se encontra espalhado por quase todo o mundo.

Luís Lopes

Já o prémio de Tradição foi para o Fogareiro do artesão Luís Lopes, proveniente do município do Porto Novo de Santo Antão. Este artesão assegura que é uma “honra” receber o prémio Djoy Soares, frisando que considera o artesão já falecido como sendo um professor, porque aprendeu muito com Djoy Soares, na técnica da cerâmica. “Ele gostava muito de ensinar. Para mim este prémio tem muito significado por ser de Djoy Soares. A ideia foi fazer um fogareiro logo com uma panela e ficou claro que teve uma grande aceitação” ressalva este artesão que ainda faz um balanço positivo desta quarta edição do URDI.

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