Dia Mundial da Luta Contra a SIDA: Mulheres são as mais infectadas

1/12/2019 23:17 - Modificado em 1/12/2019 23:17
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As mulheres mais atingidas são as que vivem em condições económicas de muita vulnerabilidade.

De acordo com a Secretária Executiva do Comité de Coordenação do Combate à SIDA (CCS/Sida), Celina Ferreira, é preciso realizar várias intervenções, no sentido de minimizar os problemas e de torná-las mais activas e integradas na resposta ao HIV/Sida.

Citando o III Inquérito Demográfico e de Saúde Reprodutiva, a secretaria do organismo assegura que o CCS/SIDA vem trabalhando com a rede de parceiros e estruturas públicas nas ilhas, com actividades de esclarecimento e de conhecimento direccionadas às mulheres.

O presidente da Associação Abraço, em São Vicente, fala da necessidade de fazer o teste de despistagem e apela às pessoas com VIH-SIDA, a exercerem o seu dever de tratamento, seguimento, para que não transmitem o vírus a outras pessoas.

A taxa de detecção de casos de VIH em Cabo Verde ronda os 80.9 por 100 mil habitantes e a taxa de mortalidade de 6.4 por 100 mil habitantes, segundo os dados do relatório estatístico de 2018.

No país, são diagnosticados cerca de 300 a 400 novos casos de VIH por ano, com o concelho da Praia a continuar “a ter a maior prevalência” sendo certo que Cabo Verde se afigura como dos primeiros países da sub-região africana a introduzir novos medicamentos que garantam a maior adesão e retenção das pessoas no tratamento.

Ao adoptar a estratégia de diagnosticar e tratar todas as pessoas afectadas com o VIH positivo, o país conta actualmente com cerca de 2500 pessoas na fila activas de seguimento e de tratamento anti-rectroviral, o que perfaz uma cobertura de terapia em 86%, explica Maria Celina Ferreira,

Cabo Verde descentralizou os serviços de atenção para VIH e oferece testes para todas as mulheres grávidas. Se uma mulher for diagnosticada positiva, recebe imediatamente medicamentos anti-retrovirais, o que, juntamente com um leque de serviços durante o período pré-natal, parto e amamentação, o que reduz o risco de transmissão do vírus aos seus filhos para menos de 5%. O sistema de saúde de Cabo Verde fornece estes serviços gratuitamente como parte da política de cobertura universal de saúde do governo.

A Assembleia Mundial de Saúde, com apoio da Organização das Nações Unidas (ONU), em Outubro de 1987, decidiu criar essa data em solidariedade às pessoas infectadas pelo HIV/AIDS. A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS), o vírus do HIV (Human Immunodeficiency Virus ou Vírus da Imunodeficiência Humana) tipo 1 e o HIV tipo 2 foram reconhecidos respectivamente em 1981, 1983 e 1986.

A infecção pelo HIV continua sendo um problema de saúde global. O aumento efetivo de acesso à prevenção, diagnóstico e tratamento precoces tornaram a infecção pelo HIV uma condição de saúde crônica. Ou seja, ter o vírus HIV não significa ter AIDS. Muitas pessoas portadoras do vírus HIV vivem anos sem apresentar sintomas e sem desenvolver a doença, graças ao uso dos medicamentos antirretrovirais (TARV).

Os sintomas causados pelo HIV dependerão do estágio da infecção. Embora a maioria das pessoas portadoras do vírus tenham quadros infecciosos mais recorrentes, muitas desconhecem ter o vírus até estágios mais avançados da doença. À medida que a infecção progride, o sistema imunológico enfraquece e podem surgir linfonodos inchados (ínguas), perda de peso, febre, diarreia e tosse. Sem tratamento, podem ocorrer doenças como tuberculose, meningite criptocócica, infecções bacterianas graves e cânceres como linfomas e sarcoma de Kaposi.

O diagnóstico pode ser feito através de teste rápido para HIV e exames que ficam prontos em poucos dias. Diante de um teste rápido positivo para HIV, é necessário realizar teste confirmatório que detectam anticorpos produzidos contra o HIV. A maioria das pessoas desenvolve anticorpos para o HIV dentro de 28 dias após a infecção. Durante esse período, ocorre a “janela”, ou seja, quando os anticorpos contra o HIV ainda não foram produzidos e as pessoas contaminadas não manifestam sinais de infecção pelo vírus; entretanto, elas podem transmiti-lo a outras pessoas.

Com o apoio da Organização Mundial de Saúde (OMS) e dos parceiros, Cabo Verde está a liderar o caminho na África Ocidental e Central na eliminação do VIH em crianças nascidas de mães seropositivas.

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