Administração do Hospital Batista de Sousa quer autonomia para poder gerir quadros e melhorar o serviço de atendimento

29/11/2019 01:42 - Modificado em 29/11/2019 01:42

A Presidente do Conselho de Administração (PCA) do Hospital Baptista de Sousa, Ana Brito, referiu esta quinta-feira, 28, que a autonomia é uma forma dos hospitais terem como organizar os serviços no que respeita aos recursos humanos, para dar respostas “mais qualificadas e humanizadas” aos utentes e para que não continuem a gerir com “sentimento de frustração”.

A exigência foi feita esta amanhã pela PCA do Hospital Baptista de Sousa, em consonância com o seu homólogo do Hospital Agostinho Neto, no acto de abertura do ateliê de validação e recolha de contributos, no âmbito da apresentação do Draft Zero do Quadro de Pessoal e Regulamento Interno dos Hospitais Centrais de Cabo verde.

Para Ana Brito a autonomia é uma forma dos hospitais terem como organizar os serviços no que respeita aos recursos humanos.

“Nós dependemos, neste momento, da estrutura central, que é o Ministério de Saúde e temos de esperar sempre por várias coisas, concursos e outros, para podermos conseguir reorganizar. A autonomia vai nos permitir oferecer o que é necessário à população em termos de recursos humanos, materiais e obras”, frisou a administradora.

O Hospital Baptista de Sousa, salientou, depara com várias dificuldades que têm a ver com contratação de enfermeiros, construção de serviços, para dar respostas a patologias como hemodiálise e outras, incluindo técnicos de manutenção.

Contrariamente ao Hospital da Praia, o Hospital Baptista de Sousa, funciona com uma demanda de 69 novos médicos e até 2030 mais de 50% destes funcionários estarão reformados, pelo que, segundo a PCA, necessita de estabilidade que poderá ser garantida com a implementação do regulamento Interno dos Hospitais.

O hospital do Mindelo atende, de acordo com Ana Brito, cerca de 400 utentes por dia na consulta externa e 400 nos dois serviços de urgência.

Já o Hospital Agostinho Neto funciona com cerca de 900 trabalhadores, dos quais cerca de 400 são médicos, enfermeiros e técnicos que são quadros comuns do MS, enquanto o estabelecimento gere a estabilidade de 500 trabalhadores.

Conforme Júlio Andrade, dos 500 trabalhadores geridos pelo Hospital, mais de 95% estão em situação irregular, pois, o estabelecimento ainda funciona com base no quadro privado dos anos 90, o que leva a que a maior parte dos funcionários viva com contratos precários a nível laboral.

Num serviço que atende cerca de 800 doentes por dia, 110 mil por ano, executa mais de 7 mil cirurgias, efectua meio milhão de exames laboratoriais, dez mil internamentos, é preciso, segundo o seu PCA, uma reorganização mais profissionalizante em relação ao funcionamento das estruturas de saúde.

A elaboração da Versão Draft Zero do Quadro de Pessoal e Regulamento Interno dos Hospitais Centrais de Cabo Verde foi financiado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que, representada pela Flávia Semedo, na abertura do ateliê, manifestou satisfação por se estar a debater um documento que irá ajudar os hospitais a melhorarem a sua gestão.

“Trata-se de um processo que vai ao encontro do processo de construção de um sistema de saúde cada vez mais estruturado, do ponto de vista de gestão, permitindo que os serviços disponibilizados à população sejam cada vez mais eficazes e de melhor qualidade”, concluiu.

  1. JBarbosa

    Dentro de pouco cada instituicao pedira a sua autonomia para que comam o quanto quiserem e depois de falidos vem pedir de novo dinheiro dos contribuentes que sao os que pagam pelos servicos. Se querem autonomia ate para contratacao de pessoal que criem os seus hospitais de raiz e facam o que bem entenderem. Dentro de pouco esses oportunistas convencerao o governo que lhes de de bandeja tudo o que o pais contruiu para exploracao em proveito proprio e um minimo para a comunidade. Bandos de sangue sugas

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