PAICV: “O orçamento de um governo que muito prometeu e pouco fez”

28/11/2019 18:16 - Modificado em 28/11/2019 18:16
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Foto: Inforpress

O Partido Africano da Independência de Cabo Verde diz que o Orçamento do Estado para 2020 é um orçamento da despedida de um governo que prometeu muito e fez pouco.

As declarações foram feitas pelo líder da bancada parlamentar do PAICV, na discussão na generalidade do Orçamento de Estado (OE) para o próximo ano. Numa análise do OE 2020, Rui Semedo diz que está-se a verificar que o governo continua em campanha e as promessas, refogadas, dos anos anteriores, continuam a ser vendidas como novas e frescas, envoltas em outras embalagens, para confundir e ludibriar os cabo-verdianos.

Para Rui Semedo, mesmo na despedida, o governo, sem mostrar ao que veio, continua a apostar em promessas falsas e em compromissos vazios, esquecendo-se que exagerou em matéria de promessas e falhou em matéria dos compromissos, enganando os cabo-verdianos.

Neste “derradeiro” orçamento, o quinto deste governo na “hora de bai”, Rui Semedo desafiou o governo a assumir, com dignidade, que falhou com os cabo-verdianos e não cumpriu com o país e que colocou nas suas mãos o seu destino durante este duros e penosos anos de governação ventoinha.

“O Governo tem uma oportunidade ímpar de pedir desculpas ao país e dizer que errou nas contas, avaliou mal as responsabilidades e os desafios de governação deste país e que não conseguiu dar a tal felicidade, abundantemente, prometida na campanha eleitoral”, afirma.

Para Rui Semedo, o governo, neste documento estratégico, pôs de parte de forma deliberada e intencionalmente o programa de Governo e “passou a conduzir o país” numa navegação à vista, sem “rumo e sem direção, numa autêntica aventura para um destino desconhecido”.

Sobre as promessas de campanha, elenca algumas que não vão ser cumpridas, como é o caso do crescimento a sete por cento por ano, a promessa do aumento anual de vencimentos para repor o poder de compra das pessoas e com mais destaque a criação, anualmente, de nove mil empregos ou postos de trabalho decentes, entre outros.

De acordo com Rui Semedo, a avaliação que se faz do Governo é negativa porque “traiu a confiança do povo, beliscou a esperança das pessoas e pôs em causa a credibilidade das promessas desta maioria, sem palavra”.

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