Ministro da Cultura garante que URDI é um produto 100% mindelense

28/11/2019 00:55 - Modificado em 28/11/2019 00:55
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O Ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Abraão Vicente presidiu nesta quarta-feira, 27, a cerimónia de abertura da 4ª edição da Feira de Artesanato e Design de Cabo Verde na Praça Amílcar Cabral (Praça Nova) do Mindelo, e afirmou que a URDI é um produto 100% mindelense. O Ministro garante que irá continuar a lutar para que a cultura tenha uma maior fatia no Orçamento de Estado.

O titular da pasta da Cultura, começou por sublinhar os feitos conseguidos desde primeira edição, que aconteceu em 2016, destacando o grande feito alcançado pelo setor do artesanato que é a regulamentação em Cabo Verde. “Entregaremos amanhã, aqui em Mindelo, pela primeira vez em Cabo Verde, um cartão de artesão com segurança social, com o trabalho certificado do artesão” vincou o governante.

O ministro também se regozijou de que para a próxima edição da URDI, será já com um “novíssimo” Centro Nacional de Artesanato, Arte e Design. “No próximo URDI teremos como pano de fundo não um edifico em reabilitação, mas sim o mais moderno centro de arte e de investigação da arte contemporânea de Cabo Verde e de toda a costa ocidental africana” atempou.

Abraão Vicente diz não ter dúvidas de que Mindelo está no coração de tudo aquilo que o Governo prometeu, no empenho das dinâmicas e políticas culturais em Cabo Verde. “Desde a sua conceptualização ao Design, a promoção, a certificação do artesanato que foi feito aqui no velho centro Nacional de Artesanato com o apoio técnico dos mais antigos como Manuel Figueira, Luísa Queiroz, Bela Duarte e toda a geração antiga, que deixou aqui depositado o seu saber, a sua pesquisa e a sua vontade de ver reconhecida a sua profissão e mais valorizada por todas as classes sociais em Cabo Verde” destacou.

O governante ainda frisou o pouco apoio económico que tem tido no setor do Orçamento de Estado, destacando que “somos 99% de cultura”, mas que para 2019 houve apenas 0,69% do Orçamento de Estado. Um número pequeno que o ministro garantiu ajudou a fazer “muita coisa”, mas se houvesse mais certamente outras coisas boas estariam a ser feitas.

No entanto para 2020 sustentou que a percentagem será aumentada para 0,72%, algo que diz deve apelar a uma profunda reflexão em Cabo Verde, não porque se quer mais dinheiro, deixando o compromisso de que “nunca irá desistir” de lutar para que a cultura tenha mais apoios.

“Com 0,72 por cento iremos certamente fazer melhor em 2020, porque é o ano em que consolidaremos uma nova gestão cultural em Cabo Verde, em que a principal entrega que faremos aos artesãos e artistas será a confiança na capacidade de fazer mais e melhor.

O governante assegurou ainda que o estado fornece aos artistas é “muito pouco” para aquilo que é o talento que os artistas cabo-verdianos fornecem ao mundo. “Por isso a nossa ambição deve ser projetar Cabo Verde no mundo” rematou o governante.

O evento oficial da abertura contou ainda com as presenças de Irlando Ferreira, Director do CNAD, o Ministro do Turismo e Economia Marítima, José Gonçalves, o presidente da Câmara Municipal de São Vicente, Augusto Neves e outras personalidades.

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