Exposição no Museu do Mar: Navios brasileiros torpedeados na Baía do Porto Grande são elos que unem Brasil e Cabo Verde

28/11/2019 00:05 - Modificado em 28/11/2019 00:05
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A exposição permanente sobre os navios brasileiros torpedeados na Baía do Porto Grande durante a Primeira Guerra Mundial está patente, no primeiro andar do Museu do Mar, em Mindelo.

Para o embaixador do Brasil em Cabo Verde, José Carlos Leitão, essa história é seguramente um dos grandes elos que unem Brasil e Cabo Verde.

Organizada pela Embaixada do Brasil, a mostra reúne painéis e maquetes das embarcações afundadas por um submarino alemão em 1917.

O navios mercantes “Acary” e “Guayhba” foram torpedeados pelo submarino alemão U-151. Para José Carlos Leitão, a “recuperação desta memória serve à celebração da paz e ao propósito comum do Brasil e Cabo Verde de manter o Atlântico Sul como uma região livre de toda a presença militar que não seja de cooperação”, observa.

Constituído por três grandes painéis, com imagens e textos e três maquetes dos navios esta exposição é, segundo o presidente da Câmara Municipal de São Vicente, Augusto Neves, muito importante para a ilha de São Vicente.

“Este ato simbólico simboliza a cultura sanvicentina. Simboliza as nossas raízes e aquilo que é a nossa aproximação ao Brasil. Não é por acaso que as nossas mornas cantam o Brasil” salientou Neves.

Além do episódio de torpedeamento aos navios mercantes brasileiros, a exposição aborda a contribuição da Divisão Naval de Operações de Guerra, estruturada pela Marinha do Brasil, para o patrulhamento das águas cabo-verdianas no contexto do esforço de guerra das forças aliadas contra as potências centrais.

Vestígios do ataque até hoje podem ser vistos por mergulhadores na Baía de São Vicente.

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